segunda-feira, 13 de julho de 2009

As três perguntas que não querem calar!

O que seria mais vantajoso para o Palmeiras no momento, cometer a loucura de pagar o que Muricy quer? Efetivar um cara pouco experiente na profissão, mas que tem o grupo nas mãos? Ir atrás de um treinador que já tenha quilometragem mas é pouco vencedor e chegaria para, ainda, conquistar a confiança do elenco?
Trazer Muricy pode ser um tiro certeiro, hoje, agora. É inegável sua competência, é um vencedor, trabalhador, comprometido. Um profissional do mais alto nível. Teria a confiança e comprometimento do elenco de cara, no ato. Mas caimos no risco da contratação na dar certo no Palmeiras. Teríamos outro Luxemburgo, mais um treinador com salário astronômico que não alcançaria o resultado esperado.
A manutenção do Jorginho no time, com a colaboração de mais alguns profissionais do Palmeiras seria aquele tiro no escuro, mas que pode acertar uma Taça em Dezembro. A diferença do futebol brasileiro atualmente muitas vezes está na confiança, na alegria, na vontade, no respeito e no comprometimento que um time tem. Com o interino Jorginho, o Palmeiras vem demonstrando isso de sobra. A postura do time depois que o Cantinflas assumiu mudou, muito.
Arriscar outras opções como um ultrapassado que acaba de ficar desempregado. Um outro rodado, porém, perdedor. Outros que iniciaram a carreira "ontem" e não se firmaram em nenhum time grande, não ganharam nada de expressão em nenhum time grande, que não consegue fazer um time grande jogar uma Série-B, etc... é muito temoroso. A paciência que a torcida teria com Muricy ou Jorginho seria menor com qualquer outra aposta. Aí já viu, a confiança, o comprometimento, o respeito, a alegria, a vontade iria embora.
Se não dá para ter o melhor, talvez, o nosso melhor seria continuar com o que está dando certo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Era certo, como 2 + 2 são 4

Lógico, óbvio, era certo como 2 + 2 são 4. No caso dessa negociação com Muricy não fosse concretizada com sucesso a caça às bruxas e o apedrejamento em praça pública iria começar por parte daqueles que insistem em criticar homem (s) que, esses sim, querem o melhor para o Palmeiras. Os torcedores mais chatos e cegos do Brasil voltam com força máxima.
Depois que Luxemburgo foi demitido, a diretoria foi atrás do melhor possível, esperou duas semanas para ter esse melhor. Mas não iria fazer loucuras que poderiam ter consequências futuras. Fez o certo, ofereceu o que pode. Não deu certo.
Muricy não humilhou, nem enganou o Palmeiras. O Palmeiras não se apequenou esperando uma definição do Boca Murcha. A diretoria do Palmeiras foi atrás de quem, hoje, é paralelo a Gigantesca Sociedade Esportiva Palmeiras. Depois ou com Muricy, só Abel, Mano, Luxa e Felipão. Talvez Adilson Batista. O resto é tudo do mesmo nível, ou abaixo da crítica.
A torcida reclamaria se Muricy perdesse dois jogos seguidos e criticaria a diretoria por ir buscar um técnico "ex-bambi" e caro. A mesma que pede a permanência de Jorginho até a definição de um técnico a altura do Palmeiras vai fazer soar as cornetas no caso de duas derrotas seguidas, ou da primeira. É certo como 2 x 2 são 4.
Se for pra trazer um Dorival Jr da vida que não consegue fazer um Vasco jogar uma Série B, fiquemos com o Jorginho mesmo. Já connhece o elenco, tem o apoio de todos os jogadores, da torcida (?) e da diretoria.
Esse Brasileiro não está dificil. O Inter deve descer ladeira abaixo logo, os gambás logo abandonam o campeonato e viram os olhos para a utópica Libertadores-2010, o Cruzeiro só vai pensar no Barça, os bambis viraram piada. O Palmeiras mantendo o grupo fechado, elenco e comissão técnica, pode se manter no grupo de cima da tabela e beliscar o título em dezembro.
A hora é de apoio, mais do que nunca. Ventura Cambom ganhou o Mundo em 1951, era interino.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Esperança, confiança!

Quando o Palmeiras me acolheu naquela semana decisiva da final do Paulista de 1993 e eu consciente do que queria o segui, não imaginava o que esse clube que me presenteava com sua existência tinha passado em sua história. Não sabia das glórias, dos títulos, dos fracassos, do heroísmo, da grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não sabia que era fruto da colônia italiana, nem que havia sido Palestra Itália. Muito menos sabia que ali nascia um amor. Um amor incontestável, imensurável que nenhuma fila de títulos iria arranhar.
Conheço alguns palestrinos que quase viram o Palestra Itália, esses mesmos ouviram o Mundial de 51. Esses viram o Palmeiras desbancar o Santos, de Pelé. Os mesmos viram a Primeira e Segunda Academias serem formadas e desmanchadas. Sobreviveram, mais fortes, a Década Perdida, a de 80, e nunca (dito pela boca deles) NUNCA perderam a esperança de que um dia o Palmeiras voltaria a ser o Gigante de outrora. Voltou, sobrou na década de 90. Agora que a vaca-magra parece ter empacado na frente do Palestra Itália novamente, eles estão aqui, aí, junto com o Palmeiras, sem perder a esperança, a confiança, de que o Gigante, mais uma vez, renascerá. E são unânimes em dizer, o momento é muito melhor do que nos anos 80. Não se compara. Não comparem.
Tenho muitos amigos que o Palmeiras acolheu na Segunda Academia. Esses também passaram pela Década Perdida, esses viram a de 90, esses continuam firmes e fortes com o Palmeiras, para o que der e vier.
Tenho muito mais contato com a minha geração, uma geração vencedora, cheia de glórias, acostumada a vencer. Mal acostumada, talvez. Mas que mesmo assim não perde a esperança, a confiança que aqueles dias de boi-gordo voltarão. Os não-imediatistas sabem que esse dia chegará e sabe que está próximo. Os imediatistas querem para anteontem, impossível.
A geração que chega, pós-99 e pós-Série B, não sabe, não conhece, ou ainda não tem a capacidade suficiente de assimilar o que o futebol. O futebol é uma roda-gigante, uma hora embaixo, outra em cima. Futebol não é jogo video-game meu filho. Futebol é real, é paixão. Se nós aqui queremos ser o primeiro, outros "n" times também querem.
Se o Palmeiras te acolheu um dia, quando estava bem. Acolha ele hoje, quando as coisas não andam como deveria andar. Seja Palmeiras na vitória, no empate, na derrota. Sem perder as esperanças, a confiança, porque no dia em que você perder, você não é Palmeiras.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Solte fogos palmeirenses, acabou o martírio!

Solte fogos torcedor palmeirense! Vá lá, seja onde for, e busque a caixa de rojões que ficou empacada com a nossa saída da Libertadores. Chame os amigos gambás e bambis, compre cerveja, carne, faça aquele churrasco. Comemore como se fosse um título. Comemore como se essa vitória fosse só sua, mas não seja egoísta, compartilhe com a Traffic e com o Sr. Malaquia$. Acabou o martírio! Ele vai! Ele se foi! Acabou! San Gennaro atendeu seu pedido!
Não me venha com essa de "Eu consegui" ou "Que isso? Não tenho parcela nenhuma nisso". Vamos compartilhar, todos foram importantes nessa jornada, até ele. Keirrison, Traffic, Malaquia$, voce torcedor conseguiram deixar o Palmeiras sem o artilheiro no ano, sem o vice-artilheiro do Brasileiro. Parabêns!
Faltou raça para ele? Talvez. No Coritiba ele corria, dava carrinho, colocava o pé? Confesso que não vi muitos jogos dele lá, mas vi gols, muitos gols. Assim como no Palmeiras. Vi gol todo jogo lá? Não. Assim como não vi no Palmeiras. Agora é a hora de voce me falar: "Mas aqui não é Coritiba, é Palmeiras", tudo bem, concordo, mas e se esse for o estilo de jogo do cara? Fazer gol, ele sabe, isso é inagável. Fase ruim, todo jogador passa.
Agora vamos de um ataque raçudo, que corre, do jeito que o torcedor que repudia Keirrison gosta. Meu Deus, vamos de Obina, voces não tem noção do que isso vai ser. Vamos de Ortigoza, que até dá pro gasto, mas antes precisamos compra-lo. Vamos de Willians, que corre, corre, corre, e não sabe chutar a gol.
Perdemos o nosso homem-gol, pouca inteligência.
Agora voce deve estar pensando, com esse dinheiro dá pra trazer Kléber de novo. Ah sim dá, se a gente vender mais 10 Keirrison's e se o Cruzeiro for imbecil o suficiente de vender ele para o Palmeiras.
A cada dia essa torcida me decepciona mais. Onde nossa torcida vai parar San Gennaro?

terça-feira, 23 de junho de 2009

O Salvador e o Anti-Cristo. E vice-versa.

O Salvador que já salvou algumas vezes, hoje é execrado por parte daqueles que salvou um dia. Normal, se fosse menos. Anormal da maneira que vem acontecendo. Tudo bem, hoje o passado não dá frutos, mas esse mesmo passado nos deu um pomar repleto de troféus. Aquele salvador do passado deixa a desejar no presente, concordo. Sim, é caro e pouco recompensador. Mas não é o Anti-Cristo que estão pintando com as cornetas e bandeiras comendo o velho amendoim, ouvindo ou não o seu radinho, zappiando com o controle remoto ou com a tv desligada, sentado no sofá ou em pé na arquibancada. Todos os grupos de torcedores do Palmeiras tem aqueles que tornaram o Salvador de outrora no Anti-Cristo dessa semana.
Aquele que um dia era odiado como o Anti-Cristo palmeirense, cheio de piadinhas sarcáticas que é de sua índole, encenações dignas do clube que o dispensou, arrogância camuflada ao comentar seus feitos nos últimos três anos, hoje é é pintado pelos mesmos citados acima como o Salvador de Palestra Itália.
Incoerência? Memória curta? Desespero? Perseguição? Grama do vizinho sempre mais bonita? Tudo isso junto no mesmo pensamento sonhador do torcedor apaixonado e cego? Pode ser, deve ser.
Hoje temos o ex-Salvador que é quisto como o Anti-Cristo. Até semana passada o ex-Anti-Cristo nem era cogitado como Salvador.
Gosto do Muricy, como técnico. Assim como gosto de Luxemburgo, como técnico. Como pessoas, ambos deixam a desejar. Como treinadores, são top de linha.
Agora pensemos um pouco, é inegável a identificação de Muricy com o time bambi, três brasileiros consecutivos não são três Rio-SP's. A torcida colorida gosta dele, ele sabe disso e vai querer fazer sua peculiar média e pagar de profissional exemplo para a mídia e para ele mesmo. Acho muito difícil aceitar algum convite do Palmeiras, se esse for feito ainda nesse semestre.
Muricy não foi procurado, não há porque cogitar especulações sem fundamentos.
Ainda temos o Salvador, deixem o Anti-Cristo quietinho e com a boca murcha lá na casa dele enchendo a cara.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Caímos de pé! Lutando como homens!

Caímos! Caímos de pé! Lutamos como homens! Eliminados! Mas eliminados com a mesma garra, gana que nos classificamos heroicamente no "Grupo da Morte" e contra o Sport. Foi bom ser eliminado? Em hipótese alguma, mas nos dá uma alento de que quando esses jogadores querem, eles correm atrás, alcançar o resultado esperado ou não, faz parte, é do futebol.
Doeu? Ainda dói. Vai doer por algum tempo. Mas e aí? Saímos dessa Libertadores e vamos fechar o Palmeiras? É a hora de sacudir a poeira, se abater o menos possível (se possível) e correr atrás do Brasileiro que não é nenhum bicho de sete cabeças. Time temos, elenco talvez, técnico as vezes. Mas somos Palmeiras e vamos lutar, até o fim, como nessa Libertadores e com um final que há de ser diferente.
Reforços virão, não que sejam os sonhos de jogadores da nossa torcida, mas estarão aí para somar, surpreender ou corresponder as expectativas. O técnico, mesmo achando que não tem clima para permanecer, deve continuar, sua multa recisória o segura no cargo. Aí vivemos um dilema, pagar a multa milionário de Luxemburgo, começar um outro trabalho que pode durar apenas cinco meses ou iniciar outro famigerado planejamento com outro treinador? É complicado.
Se nós, torcedores nos deixarmos (a)bater, vamos (a)bater os jogadores. Agora é a hora de apoiar cada um deles, ele foram homens, representaram o Palmeiras como há muito tempo não víamos, e repito, o resultado é do futebol. Ninguém ganha sempre, ninguém perde sempre.
Nossas duas Academias perderam a Libertadores, nossa Era Parmalat perdeu a Libertadores. Um time inferior aos anteriores citados, mas competente e guerreiro, venceu a de 99. Esse time tinha sim condições de ganhar a América, seria do jeito que foi até o fim, na garra, na gana, na fé. Naquilo que o futebol é mágico, nem sempre os melhores vencem, nem sempre os piores perdem, mas sim os mais competentes.
Começar uma caça as bruxas agora é burrice. Esse time é novo e acumulou uma bagagem absurda nessa Libertadores. Se a maioria dos jogadores do time titular for mantida até o final do ano garantiremos a vaga na Libertadores 2010 e, se San Gennaro quiser, o título brasileiro. Mantendo o time para o ano que vem, viremos mais forte, muito mais forte para a edição de 2010.
O Brasileiro tá aí. O time tá aí. Basta correr atrás, como fizemos nessa Libertadores. E correr pra chegar, porque se correr e não chegar, aí sim, o bicho vai pegar.
Caímos? Caímos! Lutamos? Lutamos! Agora vamos levantar e voltar pra luta. A batalha é longa e não admite abatimento permanente.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Amemos o Palmeiras. Até o fim!

As semanas vão ficando para trás e tão esperado dia cada vez mais perto.
O dia chega, vai passando, a ansiedade aumenta, a hora não chega, as unhas acabam, os dedos começam, e nada do jogo.
Vai chegando a hora esperada e o confiante, temeroso, disparado coração quase que sai pela boca.
O jogo começa, os dedos pedem piedade, o coração, se pudesse, sairia da boca. Tudo isso. Todo jogo.

Ser Palmeiras. Ser libertador, é isso. É amar e sofrer. É sorrir e chorar. É chorar sorrindo. É esquecer tudo para viver Palmeiras. É a cada jogo sofrer amando. É, mesmo pela TV, da arquibancada, sem ele te ouvir, gritar para aquele que te representa. É tratar ele como se fosse seu amigo de infância, pelo nome, pelo apelido, xingar sem querer ofender. É acreditar que ele retribuirá você com o melhor.

Hoje, o dia não passa. Não passa e mesmo assim eu já esqueci todos os meus problemas. O meu problema maior, daqui até acabar o jogo, que parece não chegar nunca, é o Palmeiras. O melhor problema que eu possa ter.

Não há palavras para descrever Palmeiras. Amor? Paixão? Não. Deus nos deu a honra de ter o nosso próprio nome para definir nosso maior sentimento. O que sentimos pelo Palmeiras, é Palmeiras. Basta.

Hoje, mais um jogo. Mais uma liberdade a ser conquistada em busca do topo. E como vem sendo o roteiro do nosso filme Libertadores-2009, drama, terror, comédia (alegria) e no final, romance. Quando acabar o jogo, declararemos mais uma vez amor eterno aquele não cansa de nos ouvir.
Amemos o Palmeiras. Até o fim. Incondicionalmente.
Será mais uma epopéia. E em como toda batalha épica, um sairá morto. Espero que o Nacional esteja lendo isso para depois não dizer que foi pego de surpresa.
Depois desse, só faltarão 4.