segunda-feira, 20 de julho de 2009

O jogo da semana é dia 26!

E se inicia uma das semanas mais esperadas do ano. Aquela semana que se fala, pensa, escreve, trabalha esperando o "Dia D". Semana boa e, ao mesmo tempo, tensa. Semana de um "joguinho" no meio só para não deixar a adrenalina baixar. Enfim, é uma semana diferente.
Jogar contra eles é especial, seja quais forem as circunstâncias. Jogo contra eles é decisão, seja qual for o momento. Ganhar deles é Título. Humilhar, mais uma vez, sempre, eles é o ápice do dia, semana, mês, talvez, do ano. É sempre bom bater em quem se acostumou a apanhar durante a história.
Contra eles não é ódio, como com outros aí. É diferente, é especial, é rivalidade a flor da pele, sangue quente, chuteira de aço e respeito pelo Palmeiras. É hegemonia mantida e freguesia confirmada. É história.
O inimigo que quer, a força, ser rival de Palmeiras e deles sonha para que em algum momento em sua história suja venha a ter uma rivalidade a altura de Nós e eles. Mero sonho. Rivalidade não se conquista, ela surge. O ódio não, ele é conquistado, e isso eles conseguiram de Nós.
Mas para que falar daqueles que não merecem ser lembrados nessa semana né? Vamos lembrar deles.
Do Nosso 8 x 0 em 1933. Do Nosso 1 x 0, no Zum, Zum, Zum é Vinte e Um de 1974. Do Nosso 4 x 0, no Paulista em 1993. Do Nosso Brasileiro em 1994 naquilo que eles invadiram e hoje chamam de "casa". Das Nossas Libertadores, 1999 e 2000, inesquecível Marcos, inesquecível Gambazinho. Do chororô de Valdivia. Da série invicta que vamos aumentar nesse próximo "Dia D".
Enfim, essa semana é deles, pra eles, contra eles. O "joguinho" do meio de semana só vou pensar na quarta-feira e apenas durante os 90 minutos. O jogo da semana é Domingo, dia 26.
Só tirando uma curiosidade, antes do gol do Gordo Viúvo, alguém lembra qual foi o último gols deles contra Nós? Eu não lembro.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Atitude, essa a palavra!

Atitude! O que parecia estar faltando em alguns momentos com o veterano, fica evidente que sobra com o novato. O time joga sem medo, aplicadíssimo em todos os sentidos, comprometido, voluntarioso. É um time diferente de outrora, principalmente comparado aos momentos finais daquele ciclo que se encerrou.
Não que faltasse vontade antes, tivemos muita, até o limite. Fizemos um Paulista magnifico até a semifinal. Jogamos uma Libertadores histórica, mesmo parando nas quartas. Mas depois o fim de feira tomou conta, me dá a impressão de que Luxemburgo havia cansado do Palmeiras, e o elenco dele. Não que tenham derrubado o técnico, mas não assimilavam mais seu trabalho, nem falavam a mesma língua, essa é a impressão que me dá. Mas enfim, é passado, enfim.
O presente é Jorginho, é a vice-liderança do Brasileiro. E que presente o presente nos deu, até o momento. Um legítimo boleiro, um homem de caráter inquestionável, uma grata surpresa como técnico. Ganhou o grupo, ganhou a torcida, ganhou o Palmeiras de presente e parece não querer largar o osso tão cedo.
O time voltou a mostrar a mesma atitude daquelas epopéias contra Sport e Colo-Colo na Libertadores, mantendo esse mesmo empenho e recebendo outros guerreiros com o mesmo objetivo tende a dar muito certo até o final do ano. E claro, efetivando Jorginho e o preservando quando as inevitavéis derrotas acontecerem.
Mas muito se deve também a saída daquele jogadorzinho sem caráter e de atitude mais que questionável que passou por aqui e não deixa saudade. Que diferença é ver Ortigoza e Obina, brigando, lutando, com atitude no nosso comando de ataque.
Toma uma atitude Belluzzo! Efetiva logo o Jorginho!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Se não for ter paciência, eu não quero.

Era contra quando se cogitava que no Palmeiras poderia ser montada uma comissão técnica com ex-jogadores que passaram pelo clube. A imagem de alguns poderia ficar desgastada com os inevitáveis resultados negativos que certamente viriam. A história poderia ser esquecida e o presente, sem as glórias de outrora, tomaria a memória curta do torcedor palestrino.
Minha opinião mudou, está mudando na verdade. Quando li a entrevista do Eterno Matador Evair hoje naquele tendencioso diário esportivo, por um minuto tive a certeza de que queria uma comissão técnica com jogadores que fizem história no Palmeiras.
Além de Evair, temos aí no futebol mais dois grandes homens e ex-jogadores iniciando uma carreira profissional no futebol fora de campo. César Sampaio, se preparou muito para exercer o cargo de diretor/gerente de futebol, é respeitado, é respeitoso, seria uma ótima. Zinho, o nosso técnico dentro de campo em 99, trabalha nos EUA, se for convidar o Matador, chamem o Zinho também. E mantenham o Jorginho.
Tudo muito lindo, muito promissor, inovador, nostálgico, etc. Mas aí pegamos num ponto delicadíssimo do nosso Palmeiras, a paciência da nossa torcida. Queimar a história de ídolos eternos como Evair, Zinho e Sampaio por um trabalho sem resultado fora de campo seria como dar um tapa na história da Sociedade Esportiva Palmeiras, e nesse caso, a própria torcida estaria fazendo isso.
Jorginho não foi ídolo aqui, foi apenas um jogador comum como tantos outros que já vestiram o Manto, mesmo assim não deve ser execrado em caso de insucesso. É funcionário do clube, é profissional, está trabalhando no que gosta e, até então, bem.
A palavra de ordem é paciência, tanto no caso de Jorginho, quanto no de Evair, ou de Zinho e Sampaio. Se não tivermos paciência com esses profissionais, que venha então o Marcio Bittencourt, esse jogou nos gambás, esse merece (não que deva) ser respeitado.
Se não tiver paciência, não quero ex-jogadores trabalhando no Palmeiras. Preferiria ser surdo ao ouvir ídolos serem desrespeitados por quem deveriam idolatrá-los.
*Ps.: Zinho e César Sampaio são apenas hipóteses viáveis para um futura comissão técnica de ex-jogadores do Palmeiras. NÃO saiu nada de que eles possam fazer parte de alguma futura comissão.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

As três perguntas que não querem calar!

O que seria mais vantajoso para o Palmeiras no momento, cometer a loucura de pagar o que Muricy quer? Efetivar um cara pouco experiente na profissão, mas que tem o grupo nas mãos? Ir atrás de um treinador que já tenha quilometragem mas é pouco vencedor e chegaria para, ainda, conquistar a confiança do elenco?
Trazer Muricy pode ser um tiro certeiro, hoje, agora. É inegável sua competência, é um vencedor, trabalhador, comprometido. Um profissional do mais alto nível. Teria a confiança e comprometimento do elenco de cara, no ato. Mas caimos no risco da contratação na dar certo no Palmeiras. Teríamos outro Luxemburgo, mais um treinador com salário astronômico que não alcançaria o resultado esperado.
A manutenção do Jorginho no time, com a colaboração de mais alguns profissionais do Palmeiras seria aquele tiro no escuro, mas que pode acertar uma Taça em Dezembro. A diferença do futebol brasileiro atualmente muitas vezes está na confiança, na alegria, na vontade, no respeito e no comprometimento que um time tem. Com o interino Jorginho, o Palmeiras vem demonstrando isso de sobra. A postura do time depois que o Cantinflas assumiu mudou, muito.
Arriscar outras opções como um ultrapassado que acaba de ficar desempregado. Um outro rodado, porém, perdedor. Outros que iniciaram a carreira "ontem" e não se firmaram em nenhum time grande, não ganharam nada de expressão em nenhum time grande, que não consegue fazer um time grande jogar uma Série-B, etc... é muito temoroso. A paciência que a torcida teria com Muricy ou Jorginho seria menor com qualquer outra aposta. Aí já viu, a confiança, o comprometimento, o respeito, a alegria, a vontade iria embora.
Se não dá para ter o melhor, talvez, o nosso melhor seria continuar com o que está dando certo.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Era certo, como 2 + 2 são 4

Lógico, óbvio, era certo como 2 + 2 são 4. No caso dessa negociação com Muricy não fosse concretizada com sucesso a caça às bruxas e o apedrejamento em praça pública iria começar por parte daqueles que insistem em criticar homem (s) que, esses sim, querem o melhor para o Palmeiras. Os torcedores mais chatos e cegos do Brasil voltam com força máxima.
Depois que Luxemburgo foi demitido, a diretoria foi atrás do melhor possível, esperou duas semanas para ter esse melhor. Mas não iria fazer loucuras que poderiam ter consequências futuras. Fez o certo, ofereceu o que pode. Não deu certo.
Muricy não humilhou, nem enganou o Palmeiras. O Palmeiras não se apequenou esperando uma definição do Boca Murcha. A diretoria do Palmeiras foi atrás de quem, hoje, é paralelo a Gigantesca Sociedade Esportiva Palmeiras. Depois ou com Muricy, só Abel, Mano, Luxa e Felipão. Talvez Adilson Batista. O resto é tudo do mesmo nível, ou abaixo da crítica.
A torcida reclamaria se Muricy perdesse dois jogos seguidos e criticaria a diretoria por ir buscar um técnico "ex-bambi" e caro. A mesma que pede a permanência de Jorginho até a definição de um técnico a altura do Palmeiras vai fazer soar as cornetas no caso de duas derrotas seguidas, ou da primeira. É certo como 2 x 2 são 4.
Se for pra trazer um Dorival Jr da vida que não consegue fazer um Vasco jogar uma Série B, fiquemos com o Jorginho mesmo. Já connhece o elenco, tem o apoio de todos os jogadores, da torcida (?) e da diretoria.
Esse Brasileiro não está dificil. O Inter deve descer ladeira abaixo logo, os gambás logo abandonam o campeonato e viram os olhos para a utópica Libertadores-2010, o Cruzeiro só vai pensar no Barça, os bambis viraram piada. O Palmeiras mantendo o grupo fechado, elenco e comissão técnica, pode se manter no grupo de cima da tabela e beliscar o título em dezembro.
A hora é de apoio, mais do que nunca. Ventura Cambom ganhou o Mundo em 1951, era interino.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Esperança, confiança!

Quando o Palmeiras me acolheu naquela semana decisiva da final do Paulista de 1993 e eu consciente do que queria o segui, não imaginava o que esse clube que me presenteava com sua existência tinha passado em sua história. Não sabia das glórias, dos títulos, dos fracassos, do heroísmo, da grandeza da Sociedade Esportiva Palmeiras. Não sabia que era fruto da colônia italiana, nem que havia sido Palestra Itália. Muito menos sabia que ali nascia um amor. Um amor incontestável, imensurável que nenhuma fila de títulos iria arranhar.
Conheço alguns palestrinos que quase viram o Palestra Itália, esses mesmos ouviram o Mundial de 51. Esses viram o Palmeiras desbancar o Santos, de Pelé. Os mesmos viram a Primeira e Segunda Academias serem formadas e desmanchadas. Sobreviveram, mais fortes, a Década Perdida, a de 80, e nunca (dito pela boca deles) NUNCA perderam a esperança de que um dia o Palmeiras voltaria a ser o Gigante de outrora. Voltou, sobrou na década de 90. Agora que a vaca-magra parece ter empacado na frente do Palestra Itália novamente, eles estão aqui, aí, junto com o Palmeiras, sem perder a esperança, a confiança, de que o Gigante, mais uma vez, renascerá. E são unânimes em dizer, o momento é muito melhor do que nos anos 80. Não se compara. Não comparem.
Tenho muitos amigos que o Palmeiras acolheu na Segunda Academia. Esses também passaram pela Década Perdida, esses viram a de 90, esses continuam firmes e fortes com o Palmeiras, para o que der e vier.
Tenho muito mais contato com a minha geração, uma geração vencedora, cheia de glórias, acostumada a vencer. Mal acostumada, talvez. Mas que mesmo assim não perde a esperança, a confiança que aqueles dias de boi-gordo voltarão. Os não-imediatistas sabem que esse dia chegará e sabe que está próximo. Os imediatistas querem para anteontem, impossível.
A geração que chega, pós-99 e pós-Série B, não sabe, não conhece, ou ainda não tem a capacidade suficiente de assimilar o que o futebol. O futebol é uma roda-gigante, uma hora embaixo, outra em cima. Futebol não é jogo video-game meu filho. Futebol é real, é paixão. Se nós aqui queremos ser o primeiro, outros "n" times também querem.
Se o Palmeiras te acolheu um dia, quando estava bem. Acolha ele hoje, quando as coisas não andam como deveria andar. Seja Palmeiras na vitória, no empate, na derrota. Sem perder as esperanças, a confiança, porque no dia em que você perder, você não é Palmeiras.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Solte fogos palmeirenses, acabou o martírio!

Solte fogos torcedor palmeirense! Vá lá, seja onde for, e busque a caixa de rojões que ficou empacada com a nossa saída da Libertadores. Chame os amigos gambás e bambis, compre cerveja, carne, faça aquele churrasco. Comemore como se fosse um título. Comemore como se essa vitória fosse só sua, mas não seja egoísta, compartilhe com a Traffic e com o Sr. Malaquia$. Acabou o martírio! Ele vai! Ele se foi! Acabou! San Gennaro atendeu seu pedido!
Não me venha com essa de "Eu consegui" ou "Que isso? Não tenho parcela nenhuma nisso". Vamos compartilhar, todos foram importantes nessa jornada, até ele. Keirrison, Traffic, Malaquia$, voce torcedor conseguiram deixar o Palmeiras sem o artilheiro no ano, sem o vice-artilheiro do Brasileiro. Parabêns!
Faltou raça para ele? Talvez. No Coritiba ele corria, dava carrinho, colocava o pé? Confesso que não vi muitos jogos dele lá, mas vi gols, muitos gols. Assim como no Palmeiras. Vi gol todo jogo lá? Não. Assim como não vi no Palmeiras. Agora é a hora de voce me falar: "Mas aqui não é Coritiba, é Palmeiras", tudo bem, concordo, mas e se esse for o estilo de jogo do cara? Fazer gol, ele sabe, isso é inagável. Fase ruim, todo jogador passa.
Agora vamos de um ataque raçudo, que corre, do jeito que o torcedor que repudia Keirrison gosta. Meu Deus, vamos de Obina, voces não tem noção do que isso vai ser. Vamos de Ortigoza, que até dá pro gasto, mas antes precisamos compra-lo. Vamos de Willians, que corre, corre, corre, e não sabe chutar a gol.
Perdemos o nosso homem-gol, pouca inteligência.
Agora voce deve estar pensando, com esse dinheiro dá pra trazer Kléber de novo. Ah sim dá, se a gente vender mais 10 Keirrison's e se o Cruzeiro for imbecil o suficiente de vender ele para o Palmeiras.
A cada dia essa torcida me decepciona mais. Onde nossa torcida vai parar San Gennaro?