segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Goiás e Gambás, mostras de que vai ser difícil

Depois dos quatro tropeços, o Palmeiras dá mostras claras que reencontrou o caminho rumo ao título. Goiás e Gambás, foram dois jogos emblemáticos nessa reta final, um mostra o quanto o elenco assimilou esse momento decisivo do Campeonato, o outro deixa evidente o quanto será difícil vencer esse time nessa reta final.
Vencer o Goiás naquele momento turbulento, pressionado, com os bambis e a imprensinha nos calcanhares, com a benção de San Gennaro sobre Obina, com a união, agora, inabalável, torcida-time. Depois ir para o forno de Prudente, jogar meio-tempo com um jogador a menos, buscar o empate duas vezes e não perder a liderança, de quebra manter a freguesia. É mais que ser Líder, é ter pinta de Campeão.
Contra os gambás pode não ter sido a melhor das atuações, tecnicamente e taticamente falando, mas foi uma das mais superiores em superação. Mostrou poder de reação, mostrou que quer, pode e vai levar esse título. Enquanto umas vencem empurrando com a barriga, dentro de casa, um time "desfalcado" do goleiro titular, do artilheiro do time e da maior revelação. O Palmeiras reage e não se entrega contra o maior ex-rival, num jogo que pra mim será o marco desse título que está para chegar.
Agora só faltam cinco. Cinco decisões, a primeira é contra o Fluminense. Decisão para os dois. É mais uma vez mostrar a perseverança e obssessão por esse título. Falta pouco!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vamos lutar juntos! Até o fim Palmeiras!

Pronto! Acabou a brincadeira! Acabou essa "férias" fora de hora em uma reta final de Campeonato Brasileiro. Agora não tem mais espaço para folga, a vantagem é miníma, as fofocas são grandes, o Palmeiras é maior, o elenco tem o seu valor e essa torcida merece ser Campeão Brasileira. Agora é levantar a cabeça, voltar dessa "férias" voando, fazer jus a essa "pré-temporada" em Atibaia e iniciar esse Campeonato de 7 jogos como se valesse a vida, a dignidade, o orgulho. E vale!
Menosprezam o Líder, desdenham do ponteiro, ironizam cada jogador do elenco, batem sem dó na torcida palestrina/palmeirense. Difamam o Palmeiras. Chegou a hora de fazer esses engolirem cada palavra que ousaram usar contra a Sociedade Esportiva Palmeiras e todos os seus. Chegou a hora de cada um mostrar o seu valor, jogadores, comissão técnica, diretoria e torcida.
Podemos usar muitas palavras para definir esse reinício no Campeonato que tem que ser reiniciado na quinta, contra o Goiás, confiança, comprometimento, gana, raça, garra... Mas a palavra de ordem, do momento, é: União. Jogadores e torcida tem que estar em sintonia para as próximas 7 decisões, não importando o desenrolar de cada partida.
Essa união entre nós e eles é fundamental para o sucesso do Palmeiras. Comprometimento, gana, raça, garra... sobra para esse grupo que temos hoje, ainda, em lugar privilegiado na tabela. A confiança foi quem sumiu, e ela só reaparecerá se estivermos unidos, juntos com eles, confiando neles.
Todos lutamos por um mesmo sonho e um mesmo objetivo.Vamos lutar juntos! Até o fim, Palmeiras!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Só vejo uma explicação, a falta de confiança

A maionese azedou. O barco parece estar a deriva, e pior, fazendo água. Bateu um vento ali nos arredores do Palestra Itália e da Academia de Futebol que bagunçou todo o nosso quintal. Mas que raios de maionese é essa que azeda justamente agora? Que barco é esse que começa a fazer na reta final? Que vento é esse que ninguém previa?
Não acredito em corpo mole, muito menos em racha no elenco. Não transfiro a culpa pela situação para qualquer jogador em individual, muito menos coloca toda ela em Muricy. Sem falar em criticar a Diretoria, o que beira a insanidade.
Passamos por momentos distintos no Campeonato. O de afirmação no início até conseguir a liderança. O de soberba quando nos consolidamos na frente e perdemos pontos que eram nossos no final do primeiro turno. O de confiança e, sobretudo, competência, quando conseguimos abrir vantagem sobre os concorrentes. E o atual, onde a confiança que sobrava, não existe.
Chegamos no auge na confiança e da competência contra Cruzeiro e Santos. Ali deu a impressão que nada nos tiraria o título, os jogadores certamente sentiram o mesmo. Veio o excesso de confiança abalado com o empate contra o competente Avaí no Palestra. Não bastasse ser um desesperado Náutico que joga num pasto, fomos remendados, 0 x 3. O time ruiu. A confiança foi embora, e sem ela não tem time no mundo que ande.
Me parece que o problema é muito mais, ou unicamente, psicológico. O time corre, busca, tenta, mas o que dava certo antes não dá mais hoje. O que tentava antes e tinha sucesso, hoje é um Deus nos acuda para dar certo na sorte. Aí vem o nervosismo por nada acontecer como antes. Pronto, está desenhado um resultado negativo.
Quem diz que esse time é ruim só pode ter começado a acompanhar o Campeonato a partir do jogo contra o Avaí, não tem outra explicação. Um time que lidera o Campeonato por 16, 17 rodadas não pode e nem deve ser criticado dessa maneira.
A confiança vai voltar! Que não seja tarde!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Tem que ser hoje!

Parece que depois de uma semana meu digníssimo teclado vai deixar eu escrever alguma coisa. Só Deus sabe o que aconteceu aqui para ele ficar maluco e alguma coisa sobrenatural fez ele voltar ao normal agora.
Enfim, talvez tenha sido até melhor não ter escrito nada pós-jogo de Domingo. Cabeça a mil, com derrota entalada na garganta e martelando na cabeça era bem provável que algumas besteiras fossem ditas. Certamente besteiras maiores das que eu possa dizer abaixo.
Os 2 x 0 para o Petkovic/Flamengo ainda não foram digeridos, e nem serão com a vinda do título. Foi incompreensível, principalmente da maneira como aconteceu. (Wendell, homem do primeiro pau tem que bicar a bola, não ajoelhar (?)).
Bom, a história continua a mesma, mas o capítulo mudou. Agora é Santo André, um time de veteranos e jogadores medianos para baixo, que está enterrado até o pescoço na Segunda Divisão. Fácil? Dificílimo! Não bastasse o desespero deles, tem a nossa responsabilidade (para não falar outra coisa) pela vitória.
Três pontos nos deixa muito próximos do título e devolve a confiança que parece perdida. Um revés pode complicar a tabela e soltar de vez o freio de mão em uma ladeira, a confiança iria embora e poderia levar junto uma coisa importante, almejada, que está em nossas mãos.
Hoje, a confiança tem que voltar. Tem que ter personalidade. Tem que voltar ao rumo das vitórias com aquela fome que já estavámos acostumados. Comprometimento não falta, a vontade existe, falta retomar a confiança e mostrar a personalidade, que existe. É o momento mais delicado que passamos no Campeonato, mais até daquele em que os bambis diminuiram a vantagem para 1 ponto. Tem que ser hoje!
Sete pontos jogando toda a responsabilidade para eles no final de semana. Confiança retomada para jogar contra o Goiás num Palestra que tem que ser um Caldeirão. Depois o clássico contra os gambás e pegar um Fluminense virtualmente rebaixado.
Hoje sim, realmente, pode começar a Arrancada para o título. E tem que ser hoje!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Três jogos sem vencer? Esse Palmeiras não fica

Alguém vai ter que pagar pelo sapo que o Palmeiras engoliu em Recife. Alguém vai ter que pagar pelas férias forçadas que Dunga fez Diego Souza passar na Seleção. Alguém vai ter que pagar pelas últimas más atuações do Líder. Ih, ferrou Flamengo, a conta sobrou pra você!
Depois do desenrolar das duas últimas rodadas a distância foi mantida e os jogos diminuiram. Pelas circunstâncias, admissíveis os dois tropeços. Um terceiro será incompreensível, e todos dentro do Palmeiras sabem disso. Os times do G-4 devem pontuar nessa rodada. É importantíssimo o Palmeiras vencer o Flamengo.
Tomamos um empurrão do Avaí e um tapa na cara do Náutico. Domingo é o dia de mostrar que estamos mais que acordados nesse Campeonato, que não afrouxamos a armadura com a liderança e a diferença de pontos. Que o Gigante realmente acordou!
É ruim que esse Palmeiras passe três jogos sem vitória. A motivação desse time vem dos tropeços. Perdeu para o Vitória e atropelou Cruzeiro, Atlético-PR e Santos. Agora empatou com Avaí e perdeu pro Náutico, que venha o Flamengo pagar essa conta.
Não vai ser fácil, mas com Diego Souza no jogo, sobrando jogo para Cleiton Xavier, Vágner Love querendo jogo, Souza não deixando Petkovic jogar e Danilo anulando o jogo de Adriano, pode ficar menos complicado. Sem falar na torcida jogando junto, a favor, os 90 minutos.
É clássico, um dos maiores do país. É complicado, cada um luta ferrenhamente por seu objetivo. É Palmeiras x Flamengo que já protagonizaram epopéias como a quarta-de-final da Copa do Brasil de 99, decisões como a da Mercosul também de 99, goleadas com os 4 x 1 no Maracanã lotado na semifinal do Brasileiro de 79.
Estamos em 2009, não é decisão, é "decisão", cada um brigando pelo o que lhe convem. Não precisa ter goleada. E Deus, sem sofrimento. Mas San Gennaro, que dê Palmeiras.
Não tenho dúvidas, voltarei a ver o Líder jogando com espírito de Campeão. Com aquela determinação, gana, raça, fome que já estava acostumado. Será um grande jogo, arrisco dizer que será um dos melhores desse Campeonato.
E repito, esse Palmeiras não fica três jogos sem vencer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vai ser ruim tirar esse título!

Venderam o pior Líder da Era Pontos Corridos. Compraram um time que não tinha fôlego para chegar brigando no final. Dormem, sonham e acordam com o futebol mais competente do país. O presente de Natal, de grego para alguns, o Palmeiras terá o prazer em entregar e esfregar na cara daqueles que, um dia, subestimaram o Gigante que acordou.
Não é o melhor futebol que vimos um time jogar nessa década. Não é um time repleto de estrelas, medalhões e afins. Não ganha fácil, com sobras, não dá show, não é uma excelência absoluta em técnica e habilidade. Mas se não é tudo isso, sobra alguns aspectos que fazem a diferença.
É o mais comprometido, o maior focado, o mais empenhado, o maior sortudo, o mais vibrante, o maior competente, o mais trabalhador, o maior eficiente. É mais, é Palmeiras. É maior, é o Palmeiras.
A fase é ótima! Dá gosto em ver o comprometimento, a vibração e o empenho. Não tem bola perdida, não tem gol que possa ser salvo, não tem gol que não possa ser feito. Não tem comemoração sem vibração, não tem ciúmes do companheiro que marca. Não tem titular e reserva, tem um elenco que ser campeão, que quer a história.
Vai ser ruim tirar esse título! Tem trabalho, tem sorte, tem competência, tem eficiência. Temos um cara sentado no banco que é a competência, eficiência e trabalho em pessoa. Temos um Jorginho do lado dele, importantíssimo pra esse trabalho bem feito. Temos um Santo no gol que dispensa qualquer tipo de comentário. Temos dois gringos que apoiam com a vitalidade de pontas e marcam com a eficiência de centro-avantes. Mas temos dois volantes, um veterano e uma revelação, que dão muito bem conta do recado. Temos um Xerife que não importa com quem faça a dupla de zaga, toma conta do terreno e dá confiança a seu companheiro. Temos os dois melhores meias do país, um é o cérebro, outro o coração do time. Temos um esforçado Obina e um, até então, iluminado Robert. Temos um excelente, inteligente, goleador centro-avante. Temos Belluzzo e uma diretoria competentíssima. Temos a liderança. Temos tudo para ser Campeão.
O Palmeiras cresceu na hora certa. Mantêm o nível quando mais precisa. Muricy assimilou o Palmeiras e o Palmeiras assimilou Muricy quando as coisas começaram a se definir. É manter a pegada que o que está difícil para os adversários, logo se torna impossível.
Tá ruim de segurar hein!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Nós já vemos a Taça! Mas e os outros?

Um time bom. Um elenco comprometido. Uma diretoria diferenciada. Um técnico vencedor. Uma torcida vibrante. Uma vantagem de cinco pontos a doze jogos do final. Depois de 15 anos, o Campeonato Brasileiro tem tudo para voltar a dormir no Palestra Itália. Depois de 1997, é a chance mais clara do Palmeiras conquistar o Penta do Brasileirão.
Nós já vemos a Taça! Mas e os outros? Nós vemos a Taça ainda distante, só a pontinha dela no final dessa estrada de terra batida cheia de buracos e obstáculos. Os outros não tem esse privilégio, precisam passar pelo Palmeiras para poderem ver um pedaço da cobiçada. E pelo andar da carroagem alviverde, só terão o gosto de ve-la quando o Palmeiras já estiver voltando, com ela debaixo do braço, rumo ao Palestra Itália.
O Palmeiras tem tudo para transformar essa "fábula" em realidade. Tem o time, o elenco, a diretoria, o técnico, a torcida, e, o mais importante, os pés no chão. Sabe das dificuldades que virão nessa reta final, que é o time a ser batido. Nessa corrida pela Taça, encontrará retardatários que farão de tudo para atrapalhar a trajetória do Líder.
O elenco já assimilou a maneira de Muricy trabalhar. O grupo parece ter aprendido com os tropeços, fruto da soberba de ser Líder, que nos tiraram o sono em algumas rodadas e jogos pífios. Os dois últimos jogos mostraram o que esse Palmeiras quer. Quer ser história. Quer ser Campeão.
A "sorte", aliada a competência, olha com olhar apaixonado para o Palmeiras. Não bastou a absurda competência do time quando a liderança parecia fazer água, veio a "sorte" de contar com a incompetência dos adversários diretos pelo título de não conseguirem se manter na cola.
Tudo muito certo, tudo muito lindo. O roteiro já parece estar pronto. Mas não se deve ignorar as reviravoltas que o mundo da bola já nos proporcionou. É preciso manter o foco, o empenho, o espírito dos últimos jogos, a começar por Domingo, a continuar na Quarta-feira, e assim, sucessivamente.
Domingo é a 27ª final, depois vão faltar 11.