sexta-feira, 27 de março de 2009

O inesquecível último jogo!

Existem jogos que marcam a vida de uma pessoa. Existem momentos inesquecivéis na vida. Existem aqueles jogos e momentos que se fundem em um misto de alegria e dor, o que vou contar é um desses.
O dia 03/05/2006 foi inesquecível por inúmeros motivos. Era dia de jogo do Palmeiras, eliminatório na Libertadores, contra as Bailarinas, na Caixinha de Música, e nós precisando da vitória. Motivos de sobra para a ansiedade e a angústia perdurarem por todo o dia. Como se não bastasse tudo isso, quando estava saindo para ir ao bar ver o jogo ELE disse que me acompanharia. Nunca tinha feito isso, nunca foi ao bar ver o jogo comigo, momento de êxtase e bons presságios.
Fomos, eu e ELE rumo às cervejas, aos amigos (que ELE já fez naquele dia), ao Palmeiras e à vitória. Jogo tenso como não deveria ser diferente, surtos de euforia, raiva, alegria e desapontamentos. ELE sabia da história obscura do time inimigo, e assim o tratava. Nem nas duas eliminatórias contra os gambás o vi daquele jeito, o Homem (é que Homem!) queria a vitória a qualquer custo.
Quando se deu o primeiro gol inimigo, logo no início da partida, ELE ficou quieto, tomou um gole da sua cerveja e acendeu um cigarro, não esboçou reação. Passado o choque, voltou à tona o sangue italiano. Figas, palavrões, discussões comigo eram seus repertórios durante um jogo. Acabou o primeiro tempo, fomos tomar um ar e ELE me disse: "Vai dar! Vai dar! Vai dar!", foi a única coisa que falamos sobre o jogo durante o intervalo.
Segundo tempo, mesma mesa, outras cervejas, outros cigarros, inúmeras figas e palavrões, pouca discussão. Logo sai nosso gol de empate, o Homem me abraça que quase me enforca. Era o gol que ELE queria, o gol da Esperança. E me repetiu: "Vai dar! Vai dar! Vai dar!"
No fatídico lance em que senhor Wilson de Souza Mendonça, volante das meninas, rouba a bola e entrega ao colorido, ELE já se levantou prevendo o pior que viria a acontecer com o pênalti arranjado. Foi o estopim, chutou cadeira, derrubou cinzeiro, foi à frente da TV ofender o larápio e aguardou ali a cobrança do penal. Voltou à mesa de cabeça baixa e me disse: "Acabou!".
Mal sabia ELE que ali não tinha acabado a Libertadores para nós. Ali tinha acabado o nosso último jogo juntos. Não me acompanhou no bar no jogo do final de semana.
Cravada uma semana, ELE passou mal e saiu da sua casa pela última vez.
Hoje não assisto mais jogo em casa. Mudei de bar. Mas onde eu for assistir o Palmeiras ELE está comigo. E Palmeiras contra São Paulo, depois daquele 03/05/2006, se tornou ainda mais especial.
Sempre é a minha vingança por aquele dia.
O nome DELE? Osvaldo Gregório, meu pai.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Sábado é ódio, como sempre deve ser

Clássicos em fase de classificação de Campeonato Paulista, sobretudo quando já estamos classificados, tendem a ser "menosprezados" por torcedores. Mas nunca um Palmeiras versus São Paulo pode ser considerado como uma simples partida de futebol que vale apenas três pontos. Além desse duelo de sábado valer nosso primeiro lugar na fase classificatória, nos manter na busca da Taça dos Invictos (que por sinal, já tiramos do time do Morumbi), além de complicarmos a situação do time colorido na tabela, de ser indiscutível a importância de uma vitória em clássico dias antes do jogo mais importante do semestre em Recife. Existe um adendo que não pode ser esquecido, cada jogo entre Palmeiras e São Paulo é uma nova maneira, é outra chance, é mais uma vingança sobre o clube mais sujo do futebol brasileiro.
A cada semana desse clássico, a cada apito inicial, a cada gol, 1942 deve ser lembrado. 20 de setembro de 1942 deve estar presente em cada pensamento sobre esse jogo, seja qual for a competição, seja qual for a situação das duas equipes, seja lá qual for a importância do duelo, seja quem estiver vestindo o nosso Manto e o vestidinho delas.
Como se já não bastasse o ódio nutrido por esse time desde 1942, ultimamente temos um tempero especial nessa inimizade, dentre elas, a arrogância, o gás, a Bicha Velha, o Anão e o Bêbado. O tempo passa, os anos se vão mas a arrogância é a mesma e os prepotentes se renovam. Só resta ao Palmeiras e nós palestrinos/palmeirenses (com Paz, sempre!) vingar mais uma vez, como sempre devemos fazer a cada confronto.
Sábado, mais uma vez, tem que ter a faca nos dentes, "sangue no zóio", ódio, raiva desse clube. Os heróis de 1942 merecem essa homenagem em todo Palmeiras versus São Paulo.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Jornalismo sério para o futebol ter Paz!

Jornalismo, o quarto poder, o comprometimento com a seriedade e a verdade, a informação dada como realmente acontece e/ou aconteceu, a responsabilidade de manter a sociedade informada e ciente dos fatos. Me parace que dois senhores (Só para falar deles, pois existem muitos outros!) se esqueceram disso. Flávio Prado e Cosme Rimolli envergonharam a classe nesses últimos dias.
A parcialidade, a maquiagem sobre a verdade, as inverdades de cara limpa, as tentativas de uma vaga em programas humorísticos fizeram parte da semana desses dois pseudos-jornalistas. E a vítima desses ataques infundados? Como não poderia ser outra, a Sociedade Esportiva Palmeiras.
Um pode alegar que apenas quis comentar o assunto dos táxis de um maneira mais descontraída, outro pode afirmar que tem fontes de dentro do clube sobre um hipotético alicate. Mas, senhores diplomados e "combatentes" da violência nos estádios, e a torcida que é movida pelo irracional?
Comentar sobre a ida do time do Palmeiras de táxi ao Palestra Itália no dia em que São Paulo esteve submersa e âncorada, com tom de deboche? A única alternativa era aquela, ou ele queria que perdessemos por W.O. e o seu time colorido diminuisse a distância que tem para nós? Relembrar a ida à Potosi, dizendo que a delegação alviverde foi de caminhão, quando todos nós sabemos, inclusive Flávio Prado, que o automóvel era uma caminhonete? O tom de irônia, o deboche descarado inflama na torcida apaixonada e irracional a sede por embate, seja lá qual for.
E o outro? Aquele cheio de fontes em todos os clubes da Terra. Eu sei, você sabe, ele sabe que o clima para Palmeiras e Sport não é dos melhores, talvez seja o pior possível. E esse rapaz vem e põe mais lenha na fogueira? Alardear a inverdade de que Luxemburgo foi à Ilha do Retiro munido de um alicate, cultivar a intriga do tal do Beltrão (dirigente do Sport) com o técnico do Palmeiras, tentar criar picuinhas entre Luxemburgo e o Presidente Belluzo, sempre faltar com a verdade quando se fala do Palmeiras. Esses são apenas algumas das coisas que Cosme Rimolli faz com o Palmeiras. As torcidas, tanto do Sport quanto a do Palmeiras, são apaixonadas e irracionais, isso apenas inflama a sede por embate, seja lá qual for. E uma das vitímas, mais uma vez, pode ser o Palmeiras, a Sociedade Esportiva, seus funcionários e/ou amantes.
A falta de irresponsabilidade de alguns pseudos-jornalistas me fazem crer que a violência no futebol parte da própria classe. Depois aparecem como se nada tivessem feito e tentam apagar o fogo, aquele mesmo que eles inflamaram com gasolina, ou inverdades, como queiram.
Do Chico Lang da vida eu não falo nada, ninguém leva essa senhor a sério mesmo. Já virou um personagem. Dele eu até dou risada.
Jornalismo sério para o futebol ter Paz!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Nada pode apagar a história!

É triste! É deprimente! É vergonhoso! É algo que jamais imaginaria ver na minha vida! É não saber a história do próprio clube! É não valorizar a história de quem ajudou, mais do que ninguém, a fazer do Palmeiras o Campeão do Século XX! É não respeitar o homem, o jogador, o palmeirense, a divindade Ademir Divino da Guia!
Desde 1962 passaram-se 47 anos, completados nesse 2009. Ademir da Guia tem 47 anos de Sociedade Esportiva Palmeiras, jogou 903 partidas, marcou 157 gols, ganhou 17 títulos. Ademir Divino da Guia fez mais pelo Palmeiras do que qualquer um de nós um dia possamos sonhar no mais mágico dos nossos sonhos. Fez mais do que qualquer um que vestiu nosso Manto.
Desrespeitá-lo é dar um tapa na cara na nossa história, é esquecer as duas Academias. Ademir chegou ao Palmeiras, vestiu o manto, assumiu a alcunha de Divino, humilhou rivais, foi gênio, é história, sempre será heroí, nunca vilão. O maior jogador da nossa história não pode ser obrigado a ver o que a torcida do seu Palmeiras está querendo fazer com ele. Ele não merece isso. Os palmeirenses que valorizam a história também não merecem isso.
Ele vestiu a camisa cheia de cor em um visível ato de má fé do Pit Bitoca. E daí? Uma foto vai apagar o que ele fez pelo Palmeiras? Vamos esquecer sua história no Campeão do Século XX? Ofende-lo é esquecer tudo o que ele fez. É inadmissivel!
Lembrem-se, ele nunca saiu do Palmeiras, a história dele se confunde com a do Palmeiras. De ontem até esse momento já li absurdos que me fizeram ter a certeza que o torcedor palestrino/palmeirense (se é que posso chamar essa gente assim) não respeita a gloriosa história do Palmeiras.
Ler que Valdivia é mais ídolo que Ademir da Guia é uma heresia. Leivinha nunca foi mais jogador que ele. Evair não é mais ídolo que Divino. Marcos, talvez, talvez, se compare a ele. Se bem que ídolo cada um escolhe o seu, mas jogador com a bola rolando, NENHUM jogou mais que ele. Ele é sim o maior jogador da nossa história e como tal merece todo o nosso respeito.
Pelé vestiu a camisa de todos os grande clubes brasileiros em uma campanha publicitária, vejam se os santistas o renegaram? Rivellino vestiu nosso Manto na despedida desse mesmo Divino, vejam se os gambás o recriminam? Zico vestiu a do Vasco, nunca vi um flamenguista ofendê-lo.
Todos tem o direito de discordar da atitude de Ademir da Guia, mas com o respeito que ele merece e com inteligência, cada vez mais rara na torcida palestrina/palmeirense.
Eternamente grato Ademir do Palmeiras, Divino dos campos, Guia da bola! Nada, nada, vai apagar sua história na Sociedade Esportiva Palmeiras! O maior jogador da história do Jardim Suspenso de Palestra Itália!

Uma pena que dure até o próximo empate

Como que se da água para o vinho, mudou tudo na torcida palestrina/palmeirense. Não há mais aquela "monstruosa crise" alardeada pela imprensa e adotada por parte dos torcedores. Não há mais critícas ferrenhas contra Luxemburgo por ele ter "abandonado" a equipe na sexta-feira para ir àquela reunião em Brasília. Não há mais viúvas de Valdivia's, Kleber's, Arce's ou Alex's. O time voltou a ser (na verdade, nunca deixou de ser) o melhor do País sábado, as 18:00. Keirrison voltou a ser artilheiro (como se algum dia tivesse deixado de ser, né!). Marquinhos, Lenny, Cleiton Xavier, Diego Souza e, até, Fabinho Capixaba se tornaram quase que unânimes no coração imediatista alvi-verde. Mas até quando essa nova lua-de-mel vai durar? Até o próximo empate?
Esses mesmos torcedores se tornam quase que insuportáveis com tamanha euforia. Piadinhas descabidas, descontração exagerada, ilusões vindo à tona, previsões precipitadas, tudo isso e mais um pouco toma conta de fóruns pela internet nessa segunda-feira. A pergunta e a resposta que termina o parágrafo acima serve aqui também.
A vitória de sábado contra o Barueri foi muito mais importante que possamos imaginar. Mais um jogo sem vitória, e jogando no Palestra Itália, aí sim, poderia fazer com que a torcida embalada pela imprensa estourasse a tão esperada crise pelos periódicos esportivos.
E mostrou mais, vimos um Luxemburgo que colocou o time em um 4-4-2 (é assim que o time tem que jogar Luxa!) muito bem montando e que depois de alguns surtos conseguiu mexer corretamente no time. Para mim, foi o maior responsável pela vitória. Vimos, mais um vez, um Lenny arrojado, confiante, sem medo e decisivo, sem dúvida, um novo Lenny, mas ainda reserva do time. Willians é muito importante taticamente. E vimos, pela primeira vez, um Marquinhos, ainda não aquele do Vitória, mas com fome e com vontade, está ganhando confiança e ele com isso nos ajuda demais.
Ficou claro que se Cleiton Xavier (partidassa!) e Diego Souza estiverem em um bom dia o nosso jogo flui, o time anda e a bola chega a Keirrison. Keirrison que Graças a San Gennaro voltou a marcar, a bola do artilheiro teimava em não entrar no gol nos últimos jogos e nesse último.
Do Monstro eu não falo nada. Simplesmente, Pierre! Monstro Pierre! Merece fazer gol em todos os jogos.
O que me deixa com um pé-atrás, ressabiado e triste é saber que no próximo empate o que vinha acontecendo até sábado, até o primeiro gol de sábado, vai voltar tudo. Ninguém vai prestar, Luxemburgo voltará a ser "Luxemburro", Cleiton Xavier, Diego Souza, Lenny, Marquinhos, Keirrison e cia voltarão a ser os "maiores enganadores" do futebol brasileiro. E esse mesmo time dará vexame na temporada 2009. Esse é o meu único lamento do nosso Palmeiras Campeão de Tudo em 2009.
E eu respondo as perguntas dos dois primeiros parágrafos. "Essa lua-de-mel vai durar até o próximo empate sim. E poderia ser contra o Barcelona no Camp Nou que acabaria do mesmo jeito".
Um time campeão precisa de apoio na vitória, no empate e na derrota. Criticas descabidas de desvairados só servem para tumultar um ambiente que não tem o porque de ser tumultuado.
É Dia 8!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sem apoio, ninguém é vencedor!

Ferrou, acabou o ano! Elenco medíocre, comissão técnica amadora! Muda tudo Belluzzo enquanto é tempo! Empate contra o Ituano, tragédia comparada a eliminação para o ASA de Arapiraca (Desculpem-me pela lembrança!). Meu Deus! San Gennaro! E São Marcos! Não sou imbatível, eu também empato contra time pequeno!
Ah torcida que canta e vibra! Ah palestrinos/palmeirenses, ninguém é impatavél (Inventei essa palavra?)? Ninguém falha? Seja na formação do time, seja durante o jogo, seja em um passe, um bico pra longe de nossa meta ou arremate ao gol adversário, em um jogo?
Contra o Ituano falhamos sim! Da escalação ao apito final. Das bolas nas traves inimigas aos iminentes perigos de gols não sacramentados pelo nosso ataque. Pela nossa "fomeza". Pela noite ruim de nossos jogadores que sabem jogar o futebol brasileiro atual.
Empatamos com o pequeno Ituano, jogando mal, não apresentando o futebol que os alienados por Barcelona's e Manchester's (Cuspi no chão, confesso!) estão acostumados. E daí? Meu time joga em um futebol que é nivelado por baixo pelos parâmetros europeus. O nosso Palmeiras joga 0 Paulistão, melhor estadual do País, e é líder. Joga a Libertadores, e tem condição de classificar as Oitavas. Aí amigo, se classificar (E VAI!), segura!
Os críticos ferrenhos, para não dizer cornetas, tentam justificar as críticas dizendo que o podemos perder o Paulistão, dizem que somos carta fora do baralho na Libertadores. Eles conseguem nos eliminar da disputa pelo título nacional em Março. O Mundial eu não falo nada, porque se nao acreditam na Libertadores, o Mundial é a maior utopia da Terra para eles. Para mim não, e espero que para quem está lendo isso também. Acredito na Sociedade Esportiva Palmeiras até o fim!
Não é por causa de um empate que vou jogar a toalha. Ainda vamos abir vantagem dos concorrentes pela primeira posição do Paulista. Vamos nos classificar na Libertadores e ser campeões. Vamos brigar, e muito pelo título do Campeonato Brasileiro. E vamos, sim, viajar pra Dubai no final do ano, seja contra quem for.
Porque eu sou Palmeiras! Eu sou história! Nenhum empate me abala! Nenhuma derrota me derruba! Nenhum título me satisfaz! Eu sou o Campeão do Século XX! E vou ser do Século XXI!
Não é o time da Arrancada Histórica de 1942! Não é o Campeão Mundial de 1951! Não é a Primeira Academia! Nem a Segunda! Não é 1993 ou 1994! Não é a Máquina Verde de 1996! Não é o histórico time de 1999! É 2009! Não é bom, é excelente! Não vai vencer todos os jogos, mas vai ser Campeão! Resta a nós, torcedores, apaixonados, fanáticos, acreditar nisso.
Ganhou, você tem que ser Palmeiras! Empatou, você tem que ser Palmeiras! Perdeu, você tem que ser Palmeiras!
Sem apoio ninguém é vencedor!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Sim! Nós somos superiores!

Clássico. Palmeiras versus Corinthians. Bom empate. Resultado normal. Freguesia mantida. Mediocridade corinthiana alardeada nos quatro cantos do Mundo. Superioridade, grandeza palmeirense ainda mais evidente.
A imprensa faz o seu papel de mostrar ao Mundo o gol do Gordo. A imprensa põe o Ronaldo acima do Corinthians. A imprensa faz o seu papel, põe o Corinthians no seu devido lugar, abaixo de nós, abaixo de um único jogador. E o engraçado é que a gambazada vai na onda e se rebaixa ainda mais compartilhando desse oba-oba.
Agora vai um pequeno relato do que vi ontem:
Churrasco, cerveja, futebol e mulher. As quatro coisas que fazem o homem ter prazer em viver. Como se não bastasse, esse futebol era Palmeiras e Corinthians. Eu, mais 12 gambás e um bambi sentados na mesma sala acompanhando o jogo regado a cerveja e muito cigarro (a carne ainda não tinha saído).
Como de hábito, a maioria gambazenta chegou atrasada perguntando se o Ronaldo estava em campo (Ué, o jogo era Palmeiras contra Corinthians ou Palmeiras contra Ronaldo?). A bola rolando em campo, eu apreensivo com o jogo, o bambi quieto e os gambás vibrando a cada uma das inúmeras aparições do Gordo sentado no banco de reservas. Pensava comigo, mas gambazada e o jogo?
Durante o primeiro tempo, pequenas discussões sem maiores consequências tumultuaram nosso ambiente quase que fraternal, como não poderia ser diferente meus argumentos eram abafados pela maioria fedida, não raros sempre falando do amor da vida deles (Não! Não é o Corinthians!).
Intervalo. Mais cerveja, mais cigarro. E pra eles mais Ronaldo. Nesse momento fiquei de longe ouvindo as declarações de amor quase que bambísticas para com o Comedor de Traveco.
Segundo tempo, a cerveja de todos já subiram, a empolgação aumenta e as mulheres se juntam aos homens na sala. Ambiente desconfortável agora, cerca de 20 pessoas num cúbiculo. Para eles imagino que estava bom, ou ao menos, familiar, sabemos que os presídios do Brasil são super lotados, né.
Quando Keirrison dá aquele lindo passe a Diego Souza e o Caçador de Borboletas Felipe erra, silêncio quase que fúnebre interrompido com meu grito de GOL e inúmeros palavrões. Quando me dei conta estava no meio da sala rodeado de gambás sedentos por sangue. Tomei um tapa de leve no braço, mas não foi de um gambá. Era minha companheira tentando me tirar do quase inevitável corredor polonês.
Daí em diante, não me contive. Piadinhas, gozações e tudo o mais contra eles. Mas sempre atento ao jogo.
Fui buscar uma cerveja na cozinha, minha companheira me acompanha e pedi para eu ficar quieto, que caso tomassemos um gol eu estava perdido (Boca maldita, fala aí?). Nesse momento um grito de gozo vem da sala, corri para ver o gol gambazento. Não era gol, era Ronaldo que ia entrar.
Desse momento em diante o dia estava completando para eles. O jogo ficou em segundo plano. O que interessava estava acontecendo, Ronaldo Comedor de Traveco Nazário de Lima estava em campo contra o Gigante Palmeiras. Orgasmos múltiplos tomaram conta do ambiente. Ao mesmo que foi bonito ver aquela idolatria foi ridículo ver que a "fiel" torcida esqueceu do seu time e passou a torcer exclusivamente por um único jogador, um gordo.
No escanteio do gol gritei por Bruno. O Gordo marcou. O corredor polonês foi inevitável. E enquanto tomava uns tapas (faz parte da cultura gambá agredir), não escuta gritos de "É Corinthians!", apenas ouvia "Ronaldo! Ronaldo! Ronaldo!".
E o bambi? Pasmem, o bambi comemorou o gol gambá.
O jogo acabou. O churrasco continuou e a discussão ficou quente. Meus argumentos foram os mais diversos, os deles apenas um, o já cansativo Ronaldo.
Ontem eu vi, confirmei mais do que nunca que o Palmeiras é o maior do País. E que Palestrino/Palmeirense é o mais apaixonado dentro todos os torcedores. Torcemos para o Palmeiras vencer, queremos sempre o topo, estamos no topo. Não torcemos por empate, não comemoramos empate e não torcemos por um único jogador. Em primeiro lugar somos Palmeiras. Em primeiro lugar é Palmeiras.
E que a gambada comemore o empate mesmo. Mas que não esqueçam de correr atrás, porque o líder continua o mesmo.
Sim! Nós somos superiores, em todos os aspectos.