segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Definitivamente, o Gigante acordou!

Definitivamente, o Gigante acordou! Está mais desperto do que nunca. O processo que começou com aquela mudança de pensamento em 2007, com Caio Jr., chegou no momento de seu ápice com a convocação de Cleiton Xavier e Diego Souza. Ápice, esse que tende a ter a cereja do bolo, ou a taça na sala, no final do ano. Magnífico!
O Palmeiras vive um momento mágico, dentro e fora de campo. Fora é de reestruturação, planejamento, pés no chão, ensinando aos adversários a arte de administrar um clube de futebol num país que sabemos como é. Dentro é líder, é favorito, tem o técnico que venceu os três (quatro) últimos Brasileiros, dois penta campeões mundiais, um Seleção Colombiana, um almejando e com possibilidade de Brasileira. E agora, o cerébro e o coração convocados. Momento único que até já havíamos esquecido como era. Só faltou a alma do time, a alma que machucou o tornozelo.
Sabemos que Dunga já tem praticamente todo o seu elenco fechado para ir à África do Sul, devendo restar ainda uma vaga na lateral-esquerda e outra no ataque. Mas quem sabe, numa dessas que só o futebol é capaz, a dupla não ganha a confiança do cara e beslica mais algumas convocações até chegar na final, só no meio do ano que vem. Seria um sonho para eles, um pesadelo para nós. É difícil, quase impossível, mas de se sonhar e/ou perder o sono.
Se essa for a única convocação dos dois, pode ter sido até mais benéfica do que imaginamos, em se tratando de Palmeiras. É quase uma utopia acreditar que os dois ficarão em 2010, sendo assim, a valorização deles com a convocação e uma iminente venda no final do ano podem render uns trocados a mais aos cofres palestrinos. Ótimo!
Lembrando sempre que esse chamada de só jogadores que atuam no Brasil tem motivo. Ficaria muito em cima da hora, ou até acho que não poderia, convocar um "italiano", "inglês", "espanhol", "alemão", "japonês", "persa" para chegar em Salvador e se juntar ao grupo. Dunga apelou aos dois melhores meias no Brasil. A justiça foi feita, o reconhecimento atingido, mesmo de forma torta. Se pudesse, Dunga apelaria a um "gringo".
Seria mágico ver Valdivia de um lado, Cleiton Xavier e Diego Souza de outro. Mas isso tá mais pra vontade de palmeirense do que realidade de Bielsa e Dunga. Valdivia é reserva no Chile, Cleiton Xavier e Diego Souza foram chamados pela primeira vez. A loucura do técnico chileno deixa dificil essa possibilidade, a coerência do brasileiro deixa quase impossível. Valdivia deve esquentar o banco para algum chileno de nome Sanchez, Diaz, Mendes, essas coisas. Cleiton e Diego para Elano e Julio Batista. Tomara que entrem, ao menos, durante o jogo. E, San Gennaro, não se machuquem.
Mas, enfim, o Gigante definitivamente voltou a ser o Gigante de antes. Não me lembro a última vez que algum clube brasileiro colocou seus dois meias, o cerébro e o coração, na Seleção Brasileira. Não importa a maneira que foram, o fato é que estão lá.
E que fique claro, Cleiton Xavier não desfalcará o Palmeiras contra o Vitória com essa convocação (San Gennaro!). Diego Souza está suspenso no Brasileiro.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Não gosto disso, mas vamos lá!

Não gosto disso, mas vamos lá! Chegamos no ponto em que a cada rodada fica mais impossível não fazer projeções da que vem pela frente. Justamente na hora em que o Campeonato começa a separar os homens dos meninos pegamos uma rodada que pode ser interessantíssima para nossa pretensão futura.
Vejo quatro times brigando pelo título. Sociedade Esportiva Palmeiras de Palestra Itália, por motivos óbvios que não precisam de maiores explicações. Internacional que tem um excelente elenco, um time competentíssimo, mas é comandado por aquele folclórico homem das palavras dificéis, esperemos que o "Efeito Tite" logo se manifeste. Os bambis do Elefante Rosa que chegou depois daquela sequência de vitórias e parou, porém não dá para descartar a possibilidade de mais um aborto da natureza. Falando em aborto da natureza, os gambás começam a preocupar, vem de uma boa sequência de cinco jogos e as próximas rodadas são bem tranquilas, exceto o jogo contra os bambis, sem falar nas voltas do Mamute, de Edu e nas contratações da incógnita argentina e de Marcelo Mattos.
Pois bem, a rodada que se iniciou quarta-feira.
A derrota gambá desestimularia aquela aberração, não perdeu, chegou e já tá se achando. Se continuar nessa sequência passa a preocupar, tem que ser quebrada logo, de preferência na próxima rodada.
Falando em aberração, os bambis saem para pegar um Cruzeiro pouco motivado, na zona intermediária, que não cai e nem deve brigar por Libertadores. Mas é o Cruzeiro, no Mineirão, sempre um jogo complicado. A derrota rosa faz com que abramos sete pontos, importantes sete pontos. Claro, contando com nossa vitória amanhã.
O Internacional sai para pegar o bom Avaí que pode chegar a mesma pontuação dos times do quarto colocado, que seria os bambis em caso de derrota no Mineirão e consequentemente passar os gambás. E seria importantíssimo segurar o Inter dessa sequência dos últimos jogos. Vai Avaí!
Nossa vitória sobre o Barueri seria uma das mais importantes nesse Brasileirão levando em conta a tabela que se desenrolou e as circunstâncias do time. A rodada tende a ser nossa e o primeiro jogo sem Pierre e com Vágner Love é imprescindível a vitória, os três pontos, a liderança garantida e, talvez, alguns pontos a mais de vantagem.
Pode ter ficado a impressão de medo aos três times, não é. É respeito! A soberba pode atrapalhar o elenco, o time, a torcida, como já atrapalhou no final do primeiro turno. É inadmissível perder pontos bobos daqui pra frente.
A rodada pode ser excelente!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A volta! A ausência! E a briga! Essa é a hora!

Ele voltou! Novamente pisará no gramado de Palestra Itália vestindo a 9 de tantas alegrias no passado. O melhor nove pós-Evair vem com fome de gols, voltou para jogar uma Copa, e para isso sabe que precisa ir bem no Palmeiras. Alguém duvida que dará certo, ou que, ao menos, fará de tudo para isso acontecer? O que faltava chegou e já joga, um centro-avante matador, rápido, habilidoso e que nem cheira, fede gol. Éramos um dos favoritos, agora somos os favoritos.
Um pecado! Chega uma peça fundamental, sai a alma do time. Um pecado! Pierre é um Monstro, sem dúvidas fará uma falta absurda. Tenho certeza de que estará junto com o grupo até o fim. É um dos líderes do elenco e primordial, mesmo fora, para continuarmos nessa levada. Agora chegou a hora do Souza, a camisa não pesa mais,a evolução é nítida e vemos nascer um jogadorzaço. É a hora de Muricy sentar com ele e passar tranquilidade, o trabalho é duro e a responsabilidade é grande. Tem que assumir esse meio-campo com a mesma personalidade que vem entrando nos jogos. Vai garoto!
O Inter chegou! Preocupante mas estimulante. Eles tem que correr atrás, nós temos que fugir deles. A pressão aumenta e a responsabilidade cresce. É a hora de Muricy fazer valer sua contratação, o campeonato começa a se decidir. O importante é manter essa levada até as últimas 10 rodadas para a arrancada final, a do título.
Vencendo o bom Barueri, jogando bem, mesmo por 1 x 0 é primordial. Mostrará que o time não sente esse um ponto de vantagem pro Inter. Nem a ausência de Pierre. E que já assimilou a chegada de Love.
Essa é a hora!

domingo, 30 de agosto de 2009

Hoje é dia de bater em nego trouxa!

Primeiramente, tudo o que for falado aqui é sempre o clube (deveria estar entre aspas) São Paulo Futebol Clube, não contra a torcida (também deveria estar entre aspas). PAZ!
Hoje não é brincadeira. Hoje não é um simples jogo! Hoje não vale só três pontos! Hoje não vale só o "título"! Hoje é vida! Hoje é morte! Hoje é a ETERNA vingança!


O tempo não apaga a história! O tempo marca o momento! Nós podemos continuar a escrever a história! Iniciemos uma nova Era. Vencedora, hegemoniaca, batalhadora, CAMPEÃ. De superação!...

Como diz um amigo, hoje é dia de "bater" em nego trouxa. É dia de vitória. É dia de, definitivamente, dar o gigantesco passo rumo ao título e colocar o clube sujo com história igual em seu devido lugar. Não admito qualquer resultado, a não ser a vitória. Vitória com autoridade, superior como é de nossa praxe. Igual a deles, de: Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio, Valdemar Fiume, Villadoniga, Lima e Echevarrieta. Para fugir como em 42 (É, não esqueço...).
Hoje o bicho pega e eles chamam por Laudo Natel. Hoje ele choram por Madame Leonor. Hoje eles imploram por misericórdia. Hoje eles suplicaram por um 42 diferente. Hoje o Campeão do Século XX bate sem dó nessa raça de nego trouxa. É hoje!

Confiança, comprometimento, respeito por eles, nós e aqueles. Passou da hora de acabar com essa palhaçada de não ganhar lá dentro, passou da hora de continuar a Eterna Vingança, passou da hora de ser Campeão Brasileiro. Hoje é um passo, o mais importante deles. Mais do que vingar, hoje é ganhar. É ser Campeão!

Comprometimento por eles, por nós e por todos que já passaram nessa história. Por todos que fizeram essa história. Se não jogarem por eles, o que duvido, joguem por nós, pelos outros, por quem sofreram, por quem sofre.

Hoje é Palestra Itália! Hoje é Palmeiras! Hoje é o maior passo rumo ao título!


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A melhor negociação que eu já vi

Tudo indica que realmente teremos Vagner Love vestindo a camisa do Palmeiras novamente. O Flamengo saiu fora da briga pelo jogador, se é que um dia entrou nessa disputa. Love quer vir, Obina aceitou ir. Ótimo, mas só para alguns. A demasiada exigente torcida palmeirense crítica até quando a diretoria faz um dos melhores negócios que já vi no futebol. Se livrar de Obina e trazer Love é como ganhar na loteria, só falta fazer bom uso do prêmio, aí já são outros quinhentos.
Onde Obina chega ganha a simpatia de todos, é folclórico, carismático, simples. Tudo isso seria ótimo se ele fosse participar de um reality-show. Mas não, Obina é jogador de futebol, atacante, vive de bola e de gol. Bola não tem, os gols cada vez ficam mais escassos.
Love é marrento, mala, boêmio, gosta da noite e do que tem nela. Tudo isso seria péssimo se ele fosse candidato a entrar em Seminário. Mas não, Love tem a mesma profissão e o mesmo ofício de Obina, e do que Obina pena pra tentar fazer, ele é expert no assunto.
Se fala da vontade, "raça" que Obina tem a correr atrás da bola como se fosse um prato de comida. Ok, é inegável a postura batalhadora dele, mas convenhamos, se não a vontade mostrada seria mais um Enilton de nossas vidas.
Vágner Love chega para buscar uma vaga na Seleção que vai à Copa do ano que vem. Não será como o mau-caráter que veio de Curitiba e está encostado no Benfica. Vem motivado, com fome, com sede e com frio. Fora aquela baleia gambá que realmente é diferenciado e só joga quando quer e o bêbado da Gávea, Vagner Love vem para ser uma ilha no deserto, será o terceiro melhor atacante do país, com o melhor meio-campo o servindo.
Dó, pena de Obina por ele estar indo pra Rússia? Ah, pelo amor de Deus. Quando ele ia imaginar na vida jogar uma Champions League? Os russos tem reais possibilidades de passar de fase, só tem o maldito Manchester como potencia no grupo, o resto se equivalem, se não forem piores que o CSKA. Sem falar que vai fazer muito dinheiro nesse um ano que ficará na Era do Gelo.
Pena e dó de Obina por ele ir pra lá. Mas ninguém pensou em Vágner Love quando foi colocado dentro do avião para ficar seis anos lá. Para quem não se lembra, Love era artilheiro do Brasileiro-04 e ganhava ainda o salário da base, queria um aumento. O Sapo não deu, o vendeu a preço de banana e não trouxe ninguém. Hoje estamos comprando o adorado, porém grosso, Obina, emprestando ele por um ano, e repatriando Vágner Love, a maior revelação do Palmeiras nesse Século. Querem mais o que?
Para terminar aquele episódio gambá. Love queria voltar ao Brasil naquela época. Gambás e o empresário loviano haviam acertado tudo. Love foi perguntado se jogaria lá, disse que sim, lembro que ele é profissional. O CSKA melou a negociação. A camisa que apareceu atrás dele na coletiva com seu nome foi plantada, não existiu mais do que uma camisa daquela. E de uma vez por todas, ele NÃO vestiu o trapo gambá.
Para motivos de curiosidade, alguns jogadores do Palmeiras que já jogaram lá: César Maluco, Leão, Amaral, Rogério, César Sampaio, Edmundo, dentre tantos outros. Love se quer vestiu aquilo, porque traíra como insistem em chamá-lo?
Enfim, Vágner Love é infinitamente melhor que Obina. Me impressiona, a torcida palmeirense tão exigente preferindo um caneludo a um artilheiro nato.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Palmeirenses em Copas!

Muitos tem dúvidas, poucos sabem, outros já tem o conhecimento de quais foram os campeões do Mundo pela Seleção Brasileira que representavam o Palmeiras na época das Copas. Então vamos à eles. Lembrando que só serão citados aqueles que em ano de Copa jogavam pelo Palmeiras. De forma bem resumida para que possamos debater sobre eles.
1958
Mazzola
José João Altafini, nascido em Piracicaba-SP em 24/07/1938. Começou no Piracicabano da cidade natal.
Em 1956, aos 16 anos veio para a base do Palmeiras, jogou até 1958, fez 114 jogos, marcou 85 gols. Não ganhou nenhum título.
Aos 20 anos foi jogar no futebol italiano onde se tornou ídolo de Milan, Juventus e Napoli (onde encerrou a carreira em 1976). Com o dinheiro de sua venda, o Palmeiras conseguiu quitar o que faltava ou comprar Valdir, Djalma Santos, Julinho, Chinesinho, Enio Andrade , Americo, Romeiro, Geraldo Scotto.
Pela Seleção Brasileira disputou 11 partidas (9 vitórias e 1 derrota). Seria o titular na Copa da Suécia, mas perdeu a vaga para Vavá. É um dos poucos jogadores que tiveram o privilégio de jogar duas Copas do Mundo por seleções diferentes. Na do Chile, em 62, defendeu a Itália.
Hoje é comentarista em emissora italiana. E muito respeito.
1962
Djalma Santos
Nasceu Dejalma Santos, em 27 de fevereiro de 1929 na cidade de São Paulo, se eternizou Djalma Santos.
Começou a jogar profissionalmente na Portuguesa, na Copa de 58 estava lá. Chegou ao Palmeiras em 1959, saiu em 1968. Jogou 498 vezes com a camisa do Palmeiras, com 295 vitórias, 105 empates e 98 derrotas. Marcou 10 gols.
No Mundial de 58, jogou só a final, era reserva de De Sordi, o titular teve uma indisposição após o almoço e deu a vaga a Djalma. Em 90 minutos ele foi eleito o melhor da sua posição na Copa. Poderia terminar de falar dele aqui né? Em 1963, foi o único brasileiro a integrar a seleção oficial da FIFA. Djalma Santos disputou quatro Copas (1954, 1958, 1962 e 1966).
Um fato que não tem nada a ver com Copa que ocorreu com ele merece ser contado sempre. em um jogo no interior de São Paulo, foi cobrar um lateral rente ao alambrado. Um sujeito o ofende de crioulo sujo e lhe arremessa um objeto, junto com a agressão vai o anel do mal-amado. Djalma recolhe o objeto vai até o agressor, lhe devolve o anel e diz: "Tudo bem". Um homem na concepção da palavra.
Hoje presta serviços a Prefeitura de Uberaba.
Zequinha
Nasceu, em Recife, José Ferreira Franco, em 18 de novembro de 1934. Faleceu a um mês, em 25 de julho, na sua terra, eternizado como Zequinha.
Chegou em 1958, fez 417 jogos, marcou 40 gols. Ganhou o Robertão de 67, a Taça Brasil em 60 e 67, o Rio-SP de 65, e os Paulistas de 59, 63 e 66.
Foi com maestria o antecessor de Dudu no meio-campo palmeirense. Foi o primeiro grande parceiro de Ademir da Guia. Para nós que não vimos jogar, compara-se a César Sampaio.
Na Copa do Chile não jogou, era reserva de Zito.
Ante de falecer era dono de uma lotérica.
Vavá
Edwaldo Izídio Neto, outro recifense, de 11 de dezembro de 1934. Começou no Sport, foi ao Vasco, passou pelo Atlético de Madrid
Chegou ao Palmeiras, consagrado, em 1960, ficou até 1963. Fez 114 partidas pelo Palmeiras, marcou 85 gols. Foi campeão paulista em 1963.
Pela Seleção o Peito de Aço fez 25 partidas, jogou as Copas de 58 e 62. E foi fundamental nas duas conquistas.
Faleceu em 19 de janeiro de 2002.
1970
Leão
Todos conhecem o Emerson Leão treinador de futebol, mas é preciso respeitar a história do Leão goleiro da Sociedade Esportiva Palmeiras.
Natural de Ribeirão Preto-SP, de 11 de julho de 1949, excelente goleiro, personalidade forte, chegou jovem em 1969 querendo salário compatível aos de Dudu e Ademir da Guia, as estrelas da companhia. Fez carreira e história no Palmeiras.
Formou uma das, senão a maior, defesa da nossa história, com ele, Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca. Fez 617 jogos pela Academia.
Na Copa do México, foi o terceiro goleiro. Era suplente de Félix, do Fluminense, e Ado, do Corinthians. Situação que incomodava absurdamente. Na Seleção disputou ainda as Copa de 1974 e 1986. Fez 115 jogos com a amarelinha.
Hoje é treinador, ou tenta ser (desculpem, não resisti).
Baldocchi
José Guilherme Baldocchi, de 14 de março de 1946, de Batatais-SP. Chegou ao clube de coração vindo do Botafogo de Ribeirão Preto e assumiu a titularidade após a saída de Djalma Dias.
Foi absoluto na zaga alviverde por anos, deixando Luís Pereira aguardando sua oportunidade, pasmem. Forte, viril, sério, zagueiro-zagueiro.
Disputou a Copa do México, mas não teve a chance de atuar. Era o reserva imediato do titular absoluto Brito.
Luís Pereira começava a ser Luís Pereira e Baldocchi pediu para ser negociado. O Palmeiras o trocou com o Corinthians pelo zagueiro Polaco e o ponta Paulo Borges.
Hoje Baldocchi é produtor de leito, soja e café em Batatais-SP.
Já tive a oportunidade de conversar com ele por telefone. Voz grossa, rouca, atencioso e de uma humildade absurda.
1994
Mazinho
Iomar do Nascimento, de Santa Rita-PB, nascido em 8 de abril de 1966. Foi revelado na mesma geração de Romário, no Vasco. Passou pela Europa antes de nos tirar da fila.
Jogou no Palmeiras de 92 a 94, fez 127 jogos, marcou dois gols. Fez a inesquecível jogada no terceiro gol contra o Corinthians na final do Paulista de 93.
Talvez foi o mais eficiente coringa do futebol brasileiro. Jogava de tudo, mas se destacou no meio-campo e disputou a Copa dos EUA ali. Ganhou a vaga de titular no meio do Mundial, entrando no lugar do 10 Raí. Entrou 40 vezes em campo pela seleção nacional.
Hoje tem residência fixa em Vigo (ESP), onde tem sua escolinha de futebol. Mas é técnico do time grego Aris Salônica.
Zinho
Crizam César de Oliveira Filho, nascido em Nova Iguaçu-RJ, em 17 de junho de 1967.
Zinho nasceu com a estrela de campeão. Ganhou tudo que disputou, menos aquele fatídico jogo em Tóquio, mas deixa pra lá.
Chegou do Flamengo em 93 e nos tirou da fila. Saiu em 94 e voltou em 98 para nos dar a América. Caiu em 2002, um dos poucos choros sinceros daquele ano.
Em 94 assumiu o meio-campo brasileiro e desenvolveu papel fundamental, apesar da inúmeras críticas infundadas que recebeu. Técnico, inteligente, obediente, vencedor. Abriu mão de sua camisa 11 para dar a Romário, jogou com 9.
Hoje é técnico do Miami, na terra em que ganhou o Mundo.
Particularmente, um dos meus maiores ídolos no Palmeiras.
2002
Marcos
A história do Santo em Copas ainda não acabou. Em 2002 foi injustiçado, merecia o prêmio de melhor goleiro do Mundial.
Outras Copas:
1934 - Nenhum
1938 - Luisinho
1950 - Juvenal, Jair Rosa Pinto e Rodrigues
1954 - Rodrigues e Humberto Tozzi
1966 - Djalma Santos
1974 - Leão, Luís Pereira, Alfredo, Ademir da Guia, Leivinha e César Maluco
1978 - Leão e Jorge Mendonça
1982 - Nenhum
1986 - Leão
1990 - Nenhum
1998 - Nenhum
2006 - Nenhum

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O Palmeiras deles, obrigado!

Dia 26 de Agosto é mais do que um dia que se comemora a fundação do Palestra Itália/Palmeiras. É um dia para se lembrar das glórias, da superação, da inspiração, da transpiração de um clube menosprezado, perseguido, caçado e vencedor desde sua origem. Um clube que brigou contra tudo e contra todos para poder ter o direito de existir.
Um clube de heróis e vencedores desde sua fundação. Jovens de brio que lutaram por um sonho. Homens que se tornaram e brigaram por sua conquista. Senhores vencedores que deixaram um legado.
Para disputar seu primeiro Campeonato Paulista foi preciso a desistência de um time descendente de ingleses. Para ganhar seu primeiro título foi preciso brigar contra arbitragens. Para continuar a existir foi preciso mudar de nome.
Um clube que antes de ser perseguido deu esmola a seus perseguidores. Um clube ítalo-brasileiro que cedeu seus jogadores para lutar na Revolução de 32. Um clube que construiu seu estádio com dinheiro próprio e o abriu para servir de hospital na epidemia que assolou a cidade de São Paulo no início do Século passado.
Um clube de homens que colocou barricas com gasolina na frente de seu estádio e queimariam juntos com seu maior patrimônio caso tivessem que entregá-lo às mãos pedintes. As mesmas barricas que serviram para os mendingos travestidos de são-paulinos usaram para levar suas moedas anos antes.
Um clube que depois de ser taxado como inimigos da Nação vingou a Seleção Nacional do maior vexame de sua história. Um Maracanã lotado gritou "Brasil" para os "inimigos" de outrora. O Primeiro Campeão Mundial de Clubes. Um clube que vestiu de roupeiro a ponta-esquerda a camisa brasileira, e venceu.
Um clube de duas Academias, de uma Década Perdida. Um clube Gigante, digno de sua ressurreição nos anos 90, da Libertadores mais memorável da história. De uma queda. De um acesso limpo. De outra ressurreição. Um clube de homens, como nenhum outro.
Um clube de Heitor, Imparatos, Ministrinho e Bianco. De Oberdan, Junqueira, Juvenal e Waldemar Fiume. De Jair Rosa Pinto, Julinho Botelho e Valdemar Carabina. De Dema, Lima, Romeiro e Servilio. De Chinesinho, Valdir de Moraes, Fedato e Ferrari. De Leão, Luís Pereira, Dudu e Leivinha. De Djalma Santos. De César Maluco, Jorge Mendonça, Edu e Nei. De Velloso, Sérgio e Tonhão. De Rivaldo, Roberto Carlos, Edmundo e Djalminha. De Alex, Zinho, Sampaio e Clebão. De Osvaldo Brandão, Luxemburgo e Felipão. De Evair, Marcos e Ademir da Guia.
Um clube de todo palestrino/palmeirense. Mais do que desses jogadores, mais do que nosso, o Palmeiras é deles: Luigi Cervo, Ezequiel De Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti, OBRIGADO.