Estão conseguindo o que parecia improvável, quiçá impossível. Como podem estar conseguindo acabar com a essência de uma das maiores paixões do povo brasileiro? Fazem isso e ninguém se mexe, nenhum ser de bom caráter do meio futebolístico se manifesta de maneira veemente. Não basta chorar na imprensa, é pouco. Os verdadeiros apaixonados pelo esporte-rei precisam unir forças e fazer algo realmente concreto para não deixarem acabar com o futebol. É preciso tirar esses homens do futebol. Pode parecer utopia, mas algo precisa ser feito.
A paixão nacional está virando piada, o futebol sempre foi o esporte que mais se aproximou do brasileiro, e do mundo em geral, pelas suas decisões dentro das quatro linhas. Nunca na história houve essas palhaçadas de julgamento e punições. Pelé deu cotovelada, Divino chutou Arnaldo Cézar Coelho, Chicão quebrou a perna e pisou sobre a fratura do adversário, Zico teve os ligamentos do joelho rompido em entrada criminosa. Isso é futebol, contato, força física, entradas duras. Longe de mim fazer apologia a violência, mas futebol não é volêi, tênis, golfe ou peteca. Futebol é futebol.
Infelizmente o nosso esporte-rei está chegando ao fim. Estamos torcendo pelo Palmeiras no Brasileirão do futebol, mas já vencemos no outro esporte que inventaram, o nome dele? "Punições STJD".
Nesse novo, somos campeões com cinco rodadas de antecedência. E pior, esse título precoce nos prejudica no mais importante, no que realmente vale alguma coisa. Porque o STJD não vale nada.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Priorizar é prioridade
Muito se questiona sobre a devida não importância dada pelos clubes brasileiros quando se refere a Copa Sulamericana. Quem deve se preocupar com esse torneio são aqueles clubes que não almejam mais nada no Brasileirão, vide Botafogo.
Gostaria de saber dos que defendem nossa força máxima nesse torneio o porque o Palmeiras deve jogar com os titulares? Eu, particularmente, não vejo o menor motivo disso, ainda mais em um jogo de auto-risco como o de hoje a noite. Risco de contusões graves, brigas, o emocional certamente virá abalado de lá, seja com classificação ou eliminação.
Mal comparando, a Sulamericana é aquele campeonato em um bairro na cidade vizinha que temos uma rivalidade. O Brasileiro é o campeonato da sua cidade que você almeja vencer há anos e disputa com aquele que um dia tentou roubar sua casa.
Então, porque não priorizar esse último?
Claro que jogaremos pra ganhar os dois, mas a partir do momento que o mais importante vai chegando ao fim e da maneira que está, priorizar é prioridade.
Hoje, torcerei muito pelo nosso Palmeiras, porém a desclassificação não será uma tragédia, até porque estamos com os reservas e totalmente focados na conquista do penta. Tragédia seria............. não vou completar a frase por motivos óbvios.
Diretoria, comissão técnica e jogadores estão certos. Prioridade é o penta.
Gostaria de saber dos que defendem nossa força máxima nesse torneio o porque o Palmeiras deve jogar com os titulares? Eu, particularmente, não vejo o menor motivo disso, ainda mais em um jogo de auto-risco como o de hoje a noite. Risco de contusões graves, brigas, o emocional certamente virá abalado de lá, seja com classificação ou eliminação.
Mal comparando, a Sulamericana é aquele campeonato em um bairro na cidade vizinha que temos uma rivalidade. O Brasileiro é o campeonato da sua cidade que você almeja vencer há anos e disputa com aquele que um dia tentou roubar sua casa.
Então, porque não priorizar esse último?
Claro que jogaremos pra ganhar os dois, mas a partir do momento que o mais importante vai chegando ao fim e da maneira que está, priorizar é prioridade.
Hoje, torcerei muito pelo nosso Palmeiras, porém a desclassificação não será uma tragédia, até porque estamos com os reservas e totalmente focados na conquista do penta. Tragédia seria............. não vou completar a frase por motivos óbvios.
Diretoria, comissão técnica e jogadores estão certos. Prioridade é o penta.
Djalma Santos: "Tudo bem"

Esqueça Carlos Alberto Torres, Nelinho, Thuram, Zanetti, Maicon. Esqueça Eurico, Rosemiro, Cafu, Arce, Nene, Elder Granja. Enfim, esqueça todos os laterais-direito que voce conhece ou viu jogar. Viaje agora na história do maior do futebol mundial.
Pra começar contar sua história uma frase precisa ser repetida: ELE FOI O MAIOR LATERAL-DIREITO DA HISTÓRIA DO FUTEBOL MUNDIAL. Nasceu Dejalma Santos, em 27 de fevereiro de 1929 na cidade de São Paulo, se eternizou Djalma Santos.
É lembrado em quase todas Seleções, seja de todos os tempos do futebol, seja brasileira, lusitana, palmeirense ou atleticana.
Primeiramente vamos falar dele na Seleção. Djalma Santos tem quatro Copas no curriculo (1954, 1958, 1962, 1966) e 110 partidas com a camisa canarinho. No Mundial de 58, era reserva de De Sordi, o titular teve uma indisposição após o almoço e deu a vaga a Djalma. Em 90 minutos ele foi eleito o melhor da sua posição na Copa. Poderia terminar de falar dele aqui né? Em 1963, foi o único brasileiro a integrar a seleção oficial da FIFA.
Iniciou a carreira na Várzea paulistana, jogando como volante e logo se tornou jogador profissional. Chegou a Lusa com apenas 19 anos, ainda volante, estreou em 1948, perdendo para o Santos 3 x 2, jogava junto de Julinho Botelho. Djalma Santos virou lateral-direito ainda na Portuguesa. Opa, errei. A lateral-direta virou Djalma Santos ainda na Portuguesa. Ficou lá por 11 anos, até se transferir pra time onde se consolidou, fez história, virou ídolo e foi esquecido. Ou nao.
No final da década de 50 começava a ser montada a nossa Primeira Academia, chegavam vários craques, ídolos eternos, dentre eles, Djalma Santos. Nos presenteou com seu futebol por 10 anos, uma perfeita parceira entre jogador, time e torcida.
Fez sua estréia em 30 de maio de 1959, contra o Comercial de Ribeirão, vitória palmeirense por 6 x 1, pelo Paulistão.
Se despediu em um amistoso contra o Cianorte, em 28 de julho de 1968, vitoria palmeirense por 4 x 3.
Em 10 anos, entrou em campo 498 vezes com a camisa do Palmeiras, com 295 vitórias, 105 empates e 98 derrotas. Marcou 10 gols.
Desbancou diversas vezes o temido Santos de Pelé, foi campeão paulista em 1959, 1963 e 1966, bicampeão da Taça Brasil em 1960 e 1967, do Rio-SP em 1965 e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1967.
Djalma Santos tinha muita força física, além de jogar sério era habilidoso e dificilmente errava passes, além de ser um marcador leal. Foi o primeiro lateral a arremesar a bola na área com as mãos, dizia que por causa de um acidente que teve na mão quando criança ficava mais fácil impulsionar pra frente. Ao encerrar a carreira, recebeu o Troféu Belfort Duarte por nunca ter sido expulso. Um monstro sagrado do futebol mundial.
Estava no jogo história de 7 de setembro de 1965, quando todo nosso time, inclusive os reservas e comissão técnica, representaram a Seleção Brasileira na inauguração do Mineirão. O Palmeiras venceu o Uruguai por 3 x 0. O Palmeiras, mais uma vez, vingou o Maracanazo. Mas essa é outra história.
Com o final da Primeira Academia se aproximando e perto do último ato nos gramados do Mundo, Djalma Santos foi para o Atlético Paranaense em 1969, onde tirou os atleticanos de uma fila de 13 anos. Encerrou a carreira lá com 42 anos.
Depois de encerrada a carreira tornou-se técnico por pouco no mesmo Atlético, na Bolivia e no Peru. Mas decidiu trabalhar com crianças na Arábia e na Itália, hoje presta o mesmo serviço na Prefeitura de Uberaba.
Também foi vitima de racismo no futebol, em um jogo no interior de São Paulo, foi cobrar um lateral rente ao alambrado. Um sujeito o ofende de crioulo sujo e lhe arremessa um objeto, junto com a agressão vai o anel do mal-amado. Djalma recolhe o objeto vai até o agressor, lhe devolve o anel e diz: "Tudo bem".
Em uma enquete realizada pelo Palmeiras, acumulou 75% dos votos, enquanto o segundo, Cafu, ficou com 19%.
DJALMA SANTOS, O HOMEM QUE EM 90 MINUTOS FOI O MELHOR DE UMA COPA, O HOMEM QUE FEZ A LATERAL-DIREITA MUDAR DE NOME. MAIS UM QUE FEZ HISTÓRIA NO PALMEIRAS. É NOSSO.
Frases sobre ele:
"E, assistindo futebol, poderia lembrar de uma jogada que só vi em filme: Djalma Santos jogava assim na lateral direita." - Roberto Gomes
"Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo negro" - Nelson RodriguesFrases dele:
"- Djalma, você ainda joga bola?- Não Beto, agora eu só chuto..." - pra um site de Uberlandia
"Foi mais difícil chegar em casa do que ganhar a Copa. Foram dois dias desfilando em carros do Corpo de Bombeiros, cheio de dores pelo corpo"
"Tudo bem"
Junqueira, a estátua esquecida

José Junqueira de Oliveira, natural de Vargem Grande do Sul, nascido em 26 de fevereiro de 1910, falecido em 25 de abril de 1958. O maior zagueiro do Palestra Itália/Palmeiras entre 1931 e 1945. Também viveu o drama da perseguição e troca de nome.
É considerado o melhor zagueiro da história do clube ante "Era Luis Pereira". Raçudo, habilidoso e leal, Junqueira nunca precisou usar a violência para tirar a bola de seus adversários. Todos esses adjetivos foram coroados com a honra de ser o capitão da equipe em todos os anos de Palestra/Palmeiras. Também foi capitão por diversas vezes da Seleção Paulista.
Ao lado de Ademir da Guia e Waldemar Fiume sao os únicos três jogadores da nossa história a ter um busto nas alamedas do Parque Antarctica.
Fez 326 jogos pelo clube, não marcou nenhum gol. Foram 201 vitórias, 73 empates e 52 derrotas.
Títulos:
Campeonato Paulista em 1932, 1933, 1934, 1936, 1938 (extra), 1940, 1942 e 1944
Torneio Rio-São Paulo de 1933,
Taça de Campeões Rio-São Paulo em 1934 e 1942
Taça Estadual de Campeões de 1932
Torneio Início 1930, 1935, 1939 e 1942
Estreou em 23/08/1931, contra o Comercial de Ribeirão, empate em 0 x 0, em um amistoso.
Se despediu em 30/12/1945, contra o Corinthians, outro empate, agora em 3 x 3, em um outro amistoso.
O Palestra Itália/Palmeiras foi único clube que defendeu em toda a carreira. Começou no Palestra e terminou no Palmeiras.
Junqueira, o maior quarto-zagueiro dos nossos primeiros 50 anos. Ninguém conhece ou lembra dele, como não conhecem ou lembram de muitos. A estátua esquecida.
Mais informações sobre ele no link abaixo:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=15532&tid=5247696002672229388&na=4
É considerado o melhor zagueiro da história do clube ante "Era Luis Pereira". Raçudo, habilidoso e leal, Junqueira nunca precisou usar a violência para tirar a bola de seus adversários. Todos esses adjetivos foram coroados com a honra de ser o capitão da equipe em todos os anos de Palestra/Palmeiras. Também foi capitão por diversas vezes da Seleção Paulista.
Ao lado de Ademir da Guia e Waldemar Fiume sao os únicos três jogadores da nossa história a ter um busto nas alamedas do Parque Antarctica.
Fez 326 jogos pelo clube, não marcou nenhum gol. Foram 201 vitórias, 73 empates e 52 derrotas.
Títulos:
Campeonato Paulista em 1932, 1933, 1934, 1936, 1938 (extra), 1940, 1942 e 1944
Torneio Rio-São Paulo de 1933,
Taça de Campeões Rio-São Paulo em 1934 e 1942
Taça Estadual de Campeões de 1932
Torneio Início 1930, 1935, 1939 e 1942
Estreou em 23/08/1931, contra o Comercial de Ribeirão, empate em 0 x 0, em um amistoso.
Se despediu em 30/12/1945, contra o Corinthians, outro empate, agora em 3 x 3, em um outro amistoso.
O Palestra Itália/Palmeiras foi único clube que defendeu em toda a carreira. Começou no Palestra e terminou no Palmeiras.
Junqueira, o maior quarto-zagueiro dos nossos primeiros 50 anos. Ninguém conhece ou lembra dele, como não conhecem ou lembram de muitos. A estátua esquecida.
Mais informações sobre ele no link abaixo:
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=15532&tid=5247696002672229388&na=4
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Ramón de Carranza, o Troféu dos Troféus
Ramón de Carranza nunca foi a nossa "menina dos olhos", não foi o principal campeonato que disputamos, jamais será a nossa maior conquista. Mas foi com esse torneio pouco badalado que conquistamos em definitivo, no passaporte que adquirimos em 1951, o visto de permanência no e na história do futebol europeu/mundial.
O torneio foi idealizado em 1955 entre os então, presidente do Cadiz F.C. e o prefeito da cidade. Ramón de Carranza é o nome do pai do então mandatário da cidade espanhola.
Inicialmente serviria para festejar a inauguração do estádio do time espanhol. Com a empolgação da primeira edição foi decidido continuar com o torneio, chamando grandes clubes que se destacavam pelo Mundo. Foi um sucesso até o final da década de 70, depois caiu no ostracismo. Hoje é mais um dentre vários torneios de verão pela Europa.
Nossa primeira participação foi em 1969, e já veio com título. Foi a primeira vez que o "Troféu dos Troféus" veio para a América. O quadrangular contou com Palmeiras, Real Madrid, Estudiantes de la Plata e Atletico de Madrid. O detalhe da conquista é que fomos com a nossa Primeira Academia, a reserva.
No dia 30 de agosto, o Palmeiras entrou em campo para enfrentar o Atletico de Madrid com: Chicão; Eurico, Baldochi, Minuca e Dé; Zé Carlos e Ademir da Guia; Copeu, Jaime, Cardoso e Serginho (César); o técnico era Rubens Minelli.
Saímos na frente com Cardoso, logo aos 8 minutos do primeiro tempo, mas aos 5 do segundo, Garate empatou para os espanhóis. A disputa foi para os pênaltis, Palmeiras 3, Atlético de Madrid 2.
A final foi no dia seguinte contra o temido Real Madrid. Temido? HA-HA-HA. O mesmo time que jogou no dia anterior entrou em campo, Rubens Minelli só alterou as substituições durante a partida. Dessa vez ele tiraria Cardoso e colocaria César; e Dudu substituiria Serginho.
Por incrível que pareça, tivemos mais facilidade em derrotar o Real do que o Atlético. Zé Carlos aos 10 do primeiro e Dé aos 22 dos segundo tempo marcaram os gols do nosso primeiro Ramón de Carranza.
Voltamos a participar em 1974, dessa vez contra Español, Barcelona e Santos. A Segunda Academia foi completa em busca do bicampeonato.
No dia 31 de agosto, Osvaldo Brandão entrou em campo para enfrentar o Barcelona com: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Edson) e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, César e Toninho Vanuza (Edu). E mais uma vez não demos chance a um grande espanhol. Dois a zero, gols de Leivinha aos 14 e Ronaldo aos 30 do segundo tempo. Segunda participação, segunda final.
No dia seguinte, o time de Brandão foi Leão; Eurico, Luiz Pereira, Alfredo, Zeca; Édson e Ademir da Guia; Ronaldo (Fedato) Leivinha, César e Toninho Vanuza (Edu). A partida foi mais disputada que a "semifinal" contra o Barça. O adversário foi o Español que havia eliminado o Santos. Leivinha logo marcou aos 21 do primeiro tempo, logo depois aos 27 José Maria empatou, mas aos 36 do segundo tempo Luís Pereira marcou o gol do bicampeonato.
1975, o ano de realmente defender o taça. Disputamos contra Real Madrid, Dínamo Moscou e Real Zaragoza. Esse Ramón de Carranza poderia ter mudado de nome depois de edição. Poderia passar a se chamar "Ademir da Guia", o Divino foi o grande nome do torneio.
Dino Sani entrou com em campo no dia 30 de agosto com: Leão; Eurico, Arouca, Alfredo e Jorge Tabajara; Didi e Ademir da Guia; Edu (Fedato), Zé Mário, Itamar (Mário) e Nei. O adversário era o Real Zaragoza, 1 x 0 magro pra nós, gol dele, Ademir da Guia, aos 5 do segundo tempo.
O adversário da final foi um velho conhecido, um velho freguês, aquele em que conquistamos nosso primeiro Carranza. O time da final foi: Leão; Eurico, Luiz Pereira, Arouca e João Carlos; Édson (Didi) e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, Mário (Itamar) e Nei. O primeiro tempo terminou 0 x 0. O segundo foi um massacre alviverde, logo aos 9 Edu abriu o placar, e aos 16 e 20 minutos Itamar praticamente deu o nosso tricampenato, Breitner diminuiu para os madrilenos só aos 42 minutos. Real Madrid, o nosso melhor freguês europeu.
Paramos aí, no tricampeonato. Disputamos ainda em 1976 quando ficamos em terceiro, em 1981 fomos o lanterna do torneio e 1993 fomos vice perdendo para os donos da casa, o Cadiz.
Palmeiras e Vasco são os clubes brasileiros recordistas de títulos do Carranza. Vencemos em 1969, 1974 e 1975. Vasco em 1987, 88 e 89.
O maior campeão geral é o Atletico de Madrid, com oito conquistas: 1968, 1976, 1977, 1978, 1991, 1995, 1997, 2003.
Dentre os principais clubes do Mundo que participaram do torneio, além de Barcelona e Real Madrid, são destacados, Milan, River Plate, Inter de Milão, Lazio, Boca Juniors, Benfica, PSV e Peñarol.
Os outros clubes brasileiros que disputaram o Carranza foram: Flamengo, Gambás, Botafogo, Grêmio, Bambis e Atlético Mineiro. Dentre esses Flamengo venceu em 1979 e 80, Atlético Mineiro em 1990, Gambás em 1996 e Bambis em 1992.
TROFÉU RAMÓN DE CARRANZA, O TROFÉU DOS TROFÉUS.
O torneio foi idealizado em 1955 entre os então, presidente do Cadiz F.C. e o prefeito da cidade. Ramón de Carranza é o nome do pai do então mandatário da cidade espanhola.
Inicialmente serviria para festejar a inauguração do estádio do time espanhol. Com a empolgação da primeira edição foi decidido continuar com o torneio, chamando grandes clubes que se destacavam pelo Mundo. Foi um sucesso até o final da década de 70, depois caiu no ostracismo. Hoje é mais um dentre vários torneios de verão pela Europa.
Nossa primeira participação foi em 1969, e já veio com título. Foi a primeira vez que o "Troféu dos Troféus" veio para a América. O quadrangular contou com Palmeiras, Real Madrid, Estudiantes de la Plata e Atletico de Madrid. O detalhe da conquista é que fomos com a nossa Primeira Academia, a reserva.
No dia 30 de agosto, o Palmeiras entrou em campo para enfrentar o Atletico de Madrid com: Chicão; Eurico, Baldochi, Minuca e Dé; Zé Carlos e Ademir da Guia; Copeu, Jaime, Cardoso e Serginho (César); o técnico era Rubens Minelli.
Saímos na frente com Cardoso, logo aos 8 minutos do primeiro tempo, mas aos 5 do segundo, Garate empatou para os espanhóis. A disputa foi para os pênaltis, Palmeiras 3, Atlético de Madrid 2.
A final foi no dia seguinte contra o temido Real Madrid. Temido? HA-HA-HA. O mesmo time que jogou no dia anterior entrou em campo, Rubens Minelli só alterou as substituições durante a partida. Dessa vez ele tiraria Cardoso e colocaria César; e Dudu substituiria Serginho.
Por incrível que pareça, tivemos mais facilidade em derrotar o Real do que o Atlético. Zé Carlos aos 10 do primeiro e Dé aos 22 dos segundo tempo marcaram os gols do nosso primeiro Ramón de Carranza.
Voltamos a participar em 1974, dessa vez contra Español, Barcelona e Santos. A Segunda Academia foi completa em busca do bicampeonato.
No dia 31 de agosto, Osvaldo Brandão entrou em campo para enfrentar o Barcelona com: Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Edson) e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, César e Toninho Vanuza (Edu). E mais uma vez não demos chance a um grande espanhol. Dois a zero, gols de Leivinha aos 14 e Ronaldo aos 30 do segundo tempo. Segunda participação, segunda final.
No dia seguinte, o time de Brandão foi Leão; Eurico, Luiz Pereira, Alfredo, Zeca; Édson e Ademir da Guia; Ronaldo (Fedato) Leivinha, César e Toninho Vanuza (Edu). A partida foi mais disputada que a "semifinal" contra o Barça. O adversário foi o Español que havia eliminado o Santos. Leivinha logo marcou aos 21 do primeiro tempo, logo depois aos 27 José Maria empatou, mas aos 36 do segundo tempo Luís Pereira marcou o gol do bicampeonato.
1975, o ano de realmente defender o taça. Disputamos contra Real Madrid, Dínamo Moscou e Real Zaragoza. Esse Ramón de Carranza poderia ter mudado de nome depois de edição. Poderia passar a se chamar "Ademir da Guia", o Divino foi o grande nome do torneio.
Dino Sani entrou com em campo no dia 30 de agosto com: Leão; Eurico, Arouca, Alfredo e Jorge Tabajara; Didi e Ademir da Guia; Edu (Fedato), Zé Mário, Itamar (Mário) e Nei. O adversário era o Real Zaragoza, 1 x 0 magro pra nós, gol dele, Ademir da Guia, aos 5 do segundo tempo.
O adversário da final foi um velho conhecido, um velho freguês, aquele em que conquistamos nosso primeiro Carranza. O time da final foi: Leão; Eurico, Luiz Pereira, Arouca e João Carlos; Édson (Didi) e Ademir da Guia; Edu, Leivinha, Mário (Itamar) e Nei. O primeiro tempo terminou 0 x 0. O segundo foi um massacre alviverde, logo aos 9 Edu abriu o placar, e aos 16 e 20 minutos Itamar praticamente deu o nosso tricampenato, Breitner diminuiu para os madrilenos só aos 42 minutos. Real Madrid, o nosso melhor freguês europeu.
Paramos aí, no tricampeonato. Disputamos ainda em 1976 quando ficamos em terceiro, em 1981 fomos o lanterna do torneio e 1993 fomos vice perdendo para os donos da casa, o Cadiz.
Palmeiras e Vasco são os clubes brasileiros recordistas de títulos do Carranza. Vencemos em 1969, 1974 e 1975. Vasco em 1987, 88 e 89.
O maior campeão geral é o Atletico de Madrid, com oito conquistas: 1968, 1976, 1977, 1978, 1991, 1995, 1997, 2003.
Dentre os principais clubes do Mundo que participaram do torneio, além de Barcelona e Real Madrid, são destacados, Milan, River Plate, Inter de Milão, Lazio, Boca Juniors, Benfica, PSV e Peñarol.
Os outros clubes brasileiros que disputaram o Carranza foram: Flamengo, Gambás, Botafogo, Grêmio, Bambis e Atlético Mineiro. Dentre esses Flamengo venceu em 1979 e 80, Atlético Mineiro em 1990, Gambás em 1996 e Bambis em 1992.
TROFÉU RAMÓN DE CARRANZA, O TROFÉU DOS TROFÉUS.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O problema não é perder, quinto lugar ou os quatro pontos
O problema não foi perder, não é o quinto lugar, não são os quatro pontos que o Grêmio abriu. A derrota no Rio de Janeiro chega a ser normal, o Fluminense tem um bom time, está na situação que está, simplesmente por estar. O quinto lugar nesse campeonato nivelado entre os cinco primeiro colocados é completamente reversível. A diferença para o Grêmio será tirada no Palestra com nossa vitória e algum tropeço dele até lá.
O problema é e foi como aconteceu essa derrota, o quinto lugar e a distância de quatro pontos para o penta. Depois de buscar um empate épico contra os bambis no caldeirão do Palestra Itália numa demonstração que há muito não víamos de luta, garra, perseverança e, acima de tudo, vontade de ser campeão. O time pareceu esquecer tudo o que tinha passado no dia 19, entrou e manteve-se apático por toda a partida, nos fez lembrar tempos que já tinham sido esquecidos, tempos de Candinho, Bonamigo, Leão, etc. No calor do Rio de Janeiro, o time do Caldeirão foi frio, gelado, mórbido, morto.
Pra vencer, ser campeão tem que voltar a ser aquele time de domingo 19 de outubro contra as bixas, tem que ter vontade de ser vencedor, sem sangue no zóio ninguém chega a lugar nenhum.
Sempre acreditei no Palmeiras, sempre vou acreditar. Faltam sete jogos, sete decisões. Vinte e um pontos e quatro pra serem tirados. Eu estou vivo na briga, espero que o time também esteja.
Antes de acabar o campeonato não criticarei nenhum jogador, criticarei a postura do time. Não dá mais pra oscilar ótimas, regulares e péssimas partidas. Daqui pra frente tem que ser perfeito. Tem que ser campeão.
E vamos ser campeões, nós torcedores e esse time que vai parar de oscilar... espero!
O PENTA É QUESTÃO DE TEMPO!
O problema é e foi como aconteceu essa derrota, o quinto lugar e a distância de quatro pontos para o penta. Depois de buscar um empate épico contra os bambis no caldeirão do Palestra Itália numa demonstração que há muito não víamos de luta, garra, perseverança e, acima de tudo, vontade de ser campeão. O time pareceu esquecer tudo o que tinha passado no dia 19, entrou e manteve-se apático por toda a partida, nos fez lembrar tempos que já tinham sido esquecidos, tempos de Candinho, Bonamigo, Leão, etc. No calor do Rio de Janeiro, o time do Caldeirão foi frio, gelado, mórbido, morto.
Pra vencer, ser campeão tem que voltar a ser aquele time de domingo 19 de outubro contra as bixas, tem que ter vontade de ser vencedor, sem sangue no zóio ninguém chega a lugar nenhum.
Sempre acreditei no Palmeiras, sempre vou acreditar. Faltam sete jogos, sete decisões. Vinte e um pontos e quatro pra serem tirados. Eu estou vivo na briga, espero que o time também esteja.
Antes de acabar o campeonato não criticarei nenhum jogador, criticarei a postura do time. Não dá mais pra oscilar ótimas, regulares e péssimas partidas. Daqui pra frente tem que ser perfeito. Tem que ser campeão.
E vamos ser campeões, nós torcedores e esse time que vai parar de oscilar... espero!
O PENTA É QUESTÃO DE TEMPO!
Waldemar Fiume, o Pai da Bola

Um dos três ex-jogadores alviverdes com a honra de ter um busto nas alamedas do Parque Antarctica, Waldemar Fiume nasceu no dia 12 de outubro de 1922 e faleceu em 06 de novembro de 1996, por problema no coração. Nos deixou apenas a vontade de te-lo visto atuar, nos consolando com as reportagens daqueles que tiveram o privilégio de vê-lo em campo.
Jovem magro, alto, esguio e de enorme habilidade, foi um dos únicos a se destacar na extinta Varzea do Glicério, no final da década de 30. De lá foi levado por um fanático palestrino. Um teste bastou para que Fiume ficasse no Palestra Itália.
Defendeu o Palestra/Palmeiras de 1941 a 1958, 17 anos honrando nossas cores e tradição que ali surgia e perpetuava. Fez 572 jogos.
4 Campeonatos Paulistas em 1942, 44, 47, 50
1 Rio-São Paulo em 1951
1 Mundial Interclubes de 1951
e outros de menor expressão
Recebeu o apelido de "Pai da Bola", porque começou como meia-direita, passou a volante e terminou na quarta-zaga. Descobriu que era zagueiro por mais uma artimanha do São Paulo, que numa manobra junto ao STJD da época proibiu o volante Dacunto de jogar a final do Paulista de 1944, Waldemar Fíume foi recuado pra sua vaga. Foi o melhor em campo. Em mais uma improvisão, agora em 1946, fez linha de zaga com grandes nomes da nossa história, ao lado de Gengo e Og Moreira formou um dos trios de zagueiros mais brilhantes da nossa história. Como zagueiro passou a ter o rendimento muito melhor q na época de meia-direita e volante.
O Pai da Bola atuou 17 anos consecutivos com o manto alviverde, nunca vestiu a camisa de outro clube. Tem um busto no Parque Antarctica, ao lado de Ademir da Guia e Junqueira.
Quando jogava nao gostava de dar entrevistas, mas achei essa declaraçao dele falando sobre como o futebol mudou (nao sei em q ano foi):
"Naquela época o futebol era diferente. Atualmente, a parte física tem grande importância e até mesmo prevalece. No meu tempo se o jogador apresentava facilidade para driblar e armar já dava um grande passo rumo ao sucesso".
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