domingo, 25 de janeiro de 2009

Somos privilegiados, veremos a história ser feita

Palmeirenses e palestrinos, quantos fatos históricos você teve o prazer de presenciar?

Alguns viram o fim da ditadura, poucos lembram da queda do Muro de Berlim, a maioria lembra quando um metalúrgico assumiu a presidência do Brasil, outros presenciaram João Paulo II ser sucessido, todos viram Obama chutar Bush da Casa Branca.

E nós, privilegiados, estamos prester a ver a história ser feita na nossa Sociedade Esportiva Palmeiras e no futebol brasileiro. Podemos (Vamos!) ter o mais capacitado, comprometido, integro, respeitado, digno, influente, palmeirense, brasileiro presidente da nossa história, de todos os clubes em toda a história do futebol nacional.

Não eleger Belluzzo é dar um tapa na cara de cada palmeirense/palestrino. É regredir aos tempos do ostracismo, é deixar o Oscar do futebol brasileiro de melhor filme a disputa dos rivais e voltou a concorrer pelo de melhor ator-coadjuvante.

Nós não queremos um presidente marionete, nós não vamos ter um presidente bêbado (bambis), no nosso Palmeiras não tem lugar para um presidente freqüentador de "Casas da Luz Vermelha" (gambás). E mais, eu não gosto mesmo de esfirra e beirute.

Como o amigo Custódio disse a um tempo atrás, "Nós queremos um presidente ídolo". E isso Luis Gonzaga Belluzzo tem tudo pra ser. Enfim, está chegando a hora de vermos a história ser feita, ser mudada. E nós somos privilegiados vamos ver isso.

De onde quer que eles estejam, Luigi Cervo, Ezequiel De Simone, Luigi Emanuelle Marzo e Vicenzo Ragognetti torcem pelo bem da Sociedade Esportiva Palmeiras, logo apoiam Belluzzo. E esse é o dever de todo palestrino/palmeirense. O Bem vencerá o Mal, dessa vez para sempre.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

É hoje! Graças a Deus!

Enfim, Deus é Pai, San Gennaro rogai por nós, São Marcos nos defenda, É HOJE O DIA! E mais ainda, É ESSE O ANO!
Desde Dezembro sem emoção, mais de um mês de um misto de insatisfações e apoios, duas semanas apreensivas e desgastantes com treinos fisicos, físicos treinos, treinos táticos, táticos treinos, jogos treinos, treinos jogos. Aconteceu de tudo com o Palmeiras e torcida nessas maledetas férias do futebol. Um recesso que quase mata até quem não torce por nenhum time, ou quem não gosta de futebol. Mas...
A saudade que nos assola será matada nesse 21 de janeiro, as 16 horas, quando o esboço do time de 2009 entrar em campo, contra o já pronto Santo André. Portanto, em caso de uma derrota ou empate já meio que anunciado não se desespere, não solte os cachorros que já devem estar famintos, não volte a culpar os seus "preferidos", não faça uma caça as bruxas no primeiro jogo do ano. Claro, que espero uma vitória, e se essa vier será mais pela camisa e tradição do alviverde imponente do que qualquer outra coisa. Espero que o time de hoje me surpreenda absurdamente e mostre um bom futebol. E que eu não morda a língua, mas que a arranque em uma dentada.
Em relação ao ano que realmente se inicia hoje, só uma frase: "NO FINAL DO ANO, VOU PRA DUBAI!"

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A incessante busca por um ídolo

Qual é a coisa mais fácil no futebol atual? Não é ficar rico, nem jogar na Europa, muito menos ir para Seleção do Togo. É tornar-se ídolo, peça fundamental, o craque dos sonhos do torcedor palmeirense. Fácil como o truque da tabuada do nove.
Vamos aos mais recentes ídolos temporários da nossa torcida, me incluo nessa torcida.
Valdivia chegou desacreditado, desconhecido, sem chances de mostrar sua magia. Demorou a ter uma chance, quando teve voltou pro banco. Quando se firmou, jogou sua poção-mágica no coração do palmeirense, com todo mérito e merecimento. O Mago jogou demais aqui (não sei a quantas anda lá no Deserto), fez miséria com gambás, humilhou bambis, nos fez sorrir, nos fez chorar, deixou saudade. É craque. Mas não fez tudo isso sozinho e talvez pelo carisma, pelo chute no vácuo, pelo chororô, pelo xiu a Bicha Velha e, principalmente, pelo número que carregava as costas, tornou-se o ídolo maior da torcida (Marcos não conta).
Mas, nossa como sempre tem um mas, foi embora, foi fazer dinheiro, jura que volta (Eu Acredito!). E nessa ida deixou milhões órfãos de um ídolo, nem que seja temporário, aí destacou-se um jogador completamente diferente dele, brigador, raçudo, trombador, um atacante-atacante, mas que cravou as garras do peito do palmeirense que não quer deixar ele sair. Pois bem, como Valdivia, um dia ele vai sair, seja agora, no final do ano ou daqui a 10 anos.
E aí? Aí vai aparecer outro temporário para ocupar seu espaço. Se é que já não chegou, né Pierre, Diego Souza, Cleiton Xavier, Marquinhos, Keirrison? E esse for um deles, um dia também vai embora.
Vivemos a era do ídolo-temporário, com prazo de validade. As tentações dos dólares, euros, petrodólares não deixa mais um temporário se tornar ídolo de verdade no Palmeiras.
Os tempos são outros da época de Jair Rosa Pinto, Julinho Botelho, Oberdan, Ademir da Guia, Dudu, Luis Pereira, Evair, Zinho, César Sampaio e tantos outros. Jogadores que passaram anos defendendo nosso manto, alguns saíram sim, mas voltaram como espero que esses um dia voltem.
O nosso último ídolo-ídolo é goleiro, joga com 12, é Santo e se chama Marcos.
Mas o maior ídolo de todos é a Sociedade Esportiva Palmeiras, essa sim é um ídolo ETERNO.

Marcão, Carlão, Sérgião e o pênalti do Marcelinho

Certa vez, estava assistindo o programa "Papo com Mauro" (isso, o Betting) na TV Esporte Interativo, canal carioca mas que tem sinal nas parabólicas da vida. O entrevistado do dia era Carlos Pracidelli, na época ainda treinador de goleiros do Palmeiras.

Pois bem, papo vai papo vem e ele começa a contar a história dos pênaltis da semifinal da Libertadores de 2000. Inesquecível. Talvez descrevendo assim não fique tão engraçado como foi ver ele contando. Mas vamos lá.

Naquela semana Sérgião, Carlão e Marcão passaram a semana vendo vídeos de cobranças de pênaltis dos jogadores gambás. Viram tanto que sabiam de cor e salteado onde cada cobrador daquela bateria iria cobrar. Mas Marcão não fez o combinado, até a última cobrança.

Quando Edilson Pereira de Carvalho apitou o fim do tempo regulamentar, Sérgio virou pra Pracidelli e disse: "Pô Carlão, o Marcão vai pegar tudo, estamos na final". Nos cinco minutos que antecederam as cobranças Marcão disse que lembrava de tudo e faria o combinado.

Começa as cobranças, convertemos a nossa e seria assim até o final. Nas cobranças dos gambás, o despero aumentava a cada cobrança, simplesmente porque Marcão não fazia o combinado. Bola pra um lado, Marcos pro outro. Sérgio e Pracidelli iam a loucura na beira do gramado, a ponto de Sérgio dizer: "Se esse filho da p*** não pular no canto certo eu mato ele".

Antes da cobrança de Júnior, nossa última, Carlão pediu para que o massagista correr atras do gol e foda-se se fosse expulso, e falar pro Marcos fazer o combinado. Só assim Marcão fez o combinado. Em meio a comemoração, Sérgio chegou até ele e disse: "Você quer me matar filho da p***." Marcos respondeu: "Ah cara, mudei de idéia em cima da hora".

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

San Gennaro, que torcida "chata"!

Oh, San Gennaro porque destes a Sociedade Esportiva Palmeiras uma torcida tão "chata"?
Não discrimo a "chatisse" da torcida palestrina/palmeirense, tem os seus motivos para ser. Seja pelo sangue italiano ou a história gloriosa da Socièta Sportiva Palestra Itália/Sociedade Esportiva Palmeiras. Talvez pelo mau costume de vencer tudo na década de 90 e passar por relativas vacas-magras no novo milênio. Ou também seja pelo simples fato de não saber o que ocorre dentro do clube e querer dar pitaco onde não deve e não vai mudar nada.
Inúmeros são os questionamentos dessa "insuportável" torcida, dentre eles: competência da Diretoria, Traffic, Luxemburgo, reforços, Kléber e Keirrisson, eleição, enfim, o que será do Palmeiras no ano de 2009. Todas perguntas pertinentes ao momento vivido pelo nosso querido Palmeiras, mas com pseudos-respostas (se é que isso existe) totalmente fora da realidade, pelo que vejo no bate-papo com alguns "chatos". Não bastasse isso, fazem comparações incabivéis entre Palmeiras, bambis e gambás.
Vamos por tópicos:
Competência da Diretoria: Obviamente não estou feliz com o desenrolar das últimas tentativas de negociações que terminaram frustadas. Mas o torcedor precisa entender que administrar um clube de futebol profissional e real não é como gerenciar um time fantasia nos WE e sites desses joguinhos da vida. Não confiar nessa diretoria é, para não dizer outra coisa, incoerência. Palmeiras não tem dinheiro para sair comprando quem sobrar no mercado, contratar qualquer jogador não é como entrar no Mercado Livre e ir clicando no item que lhe agrada, realizar troca com outro clube não é simples como era trocar figurinhas da Copa de 94. Acho que a maioria não sabe quem são esses diretores, o que eles já fizeram pelo Palmeiras, o que fazem, o que farão.
Traffic: Quando a investidora chegou a um ano atrás, a grande imensa maioria de nossa torcida, comemorou como que antecipando o título paulista em que ela foi fundamental. Comparam-na com a parceira italiana da década de 90, precipitação, Traffic e Parmalat são completamente distintas. A anterior era uma co-gestão, gerenciava tudo dentro do Palmeiras representada por Brunoro, se o Palmeiras ganhava ela ganhava, se não, os dois eram prejudicados. A atual é uma investidora, quer saber do próprio lucro, comparada a antiga, é sim um mal negócio, mas comparada a realidade de hoje, é o melhor negócio do futebol brasileiro. Todos queriam uma Traffic por trás, nós temos e desdenhamos.
Luxemburgo: Mercenário, arrogante, prepotente, passado nebuloso, traíra, comentarista, filho da p***? Sim, mas principalmente filho da p***, um filho da p*** de um treinador bom pra cacete. Criticar as atitudes dele fora de campo é totalmente aceitável, por fim ele pode fazer o que quiser, não vai casar com a minha filha mesmo. Mas porque criticar sua postura como técnico dentro de campo? Foi ultrapassado pelo filho do Telê sim, mas se não podemos ter ele, que fiquemos com segundo melhor em atividade no país. Ou querem a volta de Marcelo Villar, Jair Picerni, Estevão Soares, Candinho, Leão?
Reforços: Repito o que digo a todos, se fossem bambis ou gambás que tivessem trazido Danilo, Mauricio, Cleiton Xavier, Willians, Marquinhos e Keirrison (sim, ele vem) todos os palmeirenses estariam criticando nossa Diretoria lenta e sem vontade por não tê-los trazidos ao Palmeiras. Como todo "chato", a torcida do Palmeiras não dá valor ao que tem, prefere invejar o brinquedo do vizinho.
Kléber e Keirrison: Ah sim, é fácil renovar com o Kléber e trazer o Keirrison agora em Janeiro. É simples, vamos nos dividir em dois grupos, um viaja à Curitiba, outro à Kiev, todos com uma única missão, seqüestrar os dois e trazê-los até a estréia na Pré-Libertadores, no minímo. Combinado? Se os ucranianos não querem vendê-lo pelo valor que o Palmeiras ofereceu, se o tal dinheiro dos italianos não caí na conta do Dínamo, se a imprensinha insiste em que o tal presidente do time da Ucrânia quer Kléber ao lado do Ronaldo-Gordo-que-não-consegue-distingüir-homem-de-mulher, podemos fazer o que? Me expliquem. Se o presidente do Coritiba espera uma proposta do exterior a liberá-lo ao Palmeiras, se aceita nossa proposta para liberá-lo agora, se quer ganhar o disputadíssimo Campeonato Paranaense no ano do seu Centenário com o Keirrison? O que podemos fazer? Me expliquem.
Eleição: Se você é contra essa Diretoria, você é contra Belluzzo. Logo é a favor de Frizzo, logo se alia por tabela a Mustafá Contursi. Mustafá não é Palmeiras. Logo você é contra o Palmeiras. Pare e pense um pouco.
Ooooo torcida "chata". Mas é essa torcida que pode ajudar o Palmeiras voltar a ser o Gigante. Ele já acordou, só falta a gente dá um empurrãozinho pra ele voltar a caminhar.
Abraços e desculpas pelo enorme texto.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

César Maluco. O maluco da Academia, do alambrado

César Augusto da Silva Lemos, doze anos de Palmeiras, 180 escaladas nos alambrados, 15 títulos, camisa 9, segundo maior artilheiro da nossa história, uma bola roubada e um parafuso a menos. Em suma, esse foi César Maluco. Ou, centroavante, matador, provocador, artilheiro, encrenqueiro, polêmico, baladeiro, maluco. Como queiram.

O segundo maior artilheiro da história da Sociedade Esportiva Palmeiras é de Niterói, nascido em 17 de maio de 1945, começou no futebol no Flamengo, considerado promessa na Gavéa, veio para o Palmeiras em 1967, mas no mesmo os cariocas o levaram de volta, Palmeiras foi e comprou seu passe. Alguém se arrepende? Talvez o Flamengo por ter ficado com Ademar Pantera (que fique claro, nenhuma crítica a ele).

A estréia aconteceu longe da sua torcida e dos, que viriam a ser, seus alambrados. Foi no Peru, em um amistoso contra o Universitário, derrota palmeirense por 1 x 0. Há 34 anos, em 06 de outubro de 1974, César Maluco vestia nosso manto pela última vez, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, empate em 1 x 1 contra o São Paulo.

Depois jogou no Corinthians e Santos, mas essa historia nao deve e nem vale a pena ser contada aqui.

Jogou 324 partidas na Sociedade Esportiva Palmeiras, venceu 170, empatou 91 e perdeu 63. O segundo maior artilheiro do Palmeiras fez 180 gols, subiu 180 vezes no seu alambrado.

Ganhou títulos aos montes, foi campeão do Campeonato Paulista em 1972 e 1974, Taça Brasil de 1967, Roberto Gomes Pedrosa de 1967 e 1969, Torneio Laudo Natel de 1972, Torneio de Mar Del Plata em 1972 e Campeonato Brasileiro em 1972 e 1973.

César era o inverso de toda a Academia, enquanto tínhamos a classe e elegancia de Luis Pereira, Dudu, Ademir, Leivinha, a velocidade e habilidade de Nei e Edu. O nosso camisa 9 era o trombador, cabelos grandes, meio desengonçado, espalhafatoso, vibrante, o centroavante-centroavante. O que importava era o gol, nao importava como fazer, importava fazer.

O jogo cadenciado daquele time acabava quando a bola chegava aos pés de César Maluco.

Antes de jogos decisivos, importantes, César era um show a parte durante a semana, prometendo gols, provocando adversários. E o que chamava a atençao era que sempre cumpria suas promessas, principalmente contra o Corinthians, foram 14 gols em 24 jogos contra nossos rivais.

Após os gols, nosso centroavante-centroavante estufava o peito, batia no nosso distintivo e corria pro alambrado fazendo um "V" com os dedos. Não era o "V" de vitória, nem dos hippies. Era o "V" pra torcida, de "Vem pro alambrado junto comigo". Pioneiro na sua comemoração, sua marca registrada, no seu alambrado.

Um fato inusitado antes da final do Paulista de 72 teve como protagonista César Maluco. O Palmeiras recebeu uma ligação dizendo que sequestrariam nosso artilheiro. Um acontecimento tão maluco só poderia acontecer ele.Maluco, ninguem tinha duvidas que ele era, mas só o locutor Geraldo José de Almeida teve a coragem de chamá-lo assim, a alcunha se eternizou.

E um episódio só fez aumentar a certeza que César Augusto da Silva Lemos era César Maluco. Em um clássico contra o Corinthians em que venciamos por 1 x 0, tomamos o empate e formou-se uma confusão após o gols deles. César catimbou, discutiu e acabou expulso. Recebendo a ordem de Osvaldo Brandão nao titubeou, pegou a única bola da partida e a levou pro vestiário. A partida ficou interrompida por vários minutos.

Essa é uma parte da história do "Imperador do Parque", o nosso Maluco, maluco por gols, por alambrado, pelo Palmeiras e pela nossa torcida. O Maluco Beleza do Parque Antarctica.


..."Tudo que eu faço dentro de campo, faço pelo Palmeiras. É a minha obrigação, mas faço tudo o que posso, tudo. Sei que faço parte do espetáculo. Quando mais eu fizer, mais gente vai ao estádio. Já fiz de tudo, só falta eu pegar a máquina de um fotógrafo e fotografar enquanto ele comemora um gol meu. Só uma coisa faço espontaneamente: comemorar o gol. Sinceramente, quando eu vejo a torcida subir depois de um gol meu, me dá vontade de ficar comemorando para sempre. É a maior alegria de minha vida. Vejo com orgulho, muita gente hoje imitar o que faço. Agora os jogadores correm para a torcida depois do gol, antigamente não..." - César Maluco
Mais informações sobre ele aqui:

A Saga dos Imparatos. E mais um

Você ja deve ter ouvido falar do Imparato no Palestra Itália. Mas saiba que não foi um só, nem dois, foram quatro que vestiram nosso manto. Eram e são conhecidos por alguns por Imparato I, II, III e Imparatinho. E temos, digamos, um Imparato no nosso elenco atual (só vou falar no final da postagem).
Conheça os Imparatos:
IMPARATO I
Gaetano Imparato, como todos os outros irmãos, veio do Sport Club Savoia, de Votorantim. Jogou contra nós no nosso primeiro jogo da história contra o mesmo Savoia. Chegou em 1918.
Sua estréia foi contra o São Cristovão (RJ), vitória de 4 x 1, no dia 20 de janeiro de 1918. Se despediu em 12 de outubro de 1926, numa goleada de 6 x 0 sobre a Seleçao do Rio Grande do Sul.
Nos oito anos que defendeu nosso Palestra, fez 87 gols em 64 jogos.
Foi Campeão Paulista em 1920, 1926. Paulista Extra (?) também em 1926 e Honorário do Brasil (?), outro título em 1926.
O primeiro Imparato já foi um dos grandes nomes do início da nossa história, formava o ataque junto de Bianco e Heitor. Perdeu espaço e status quando Imparatinho chegou ao clube.

IMPARATINHO
Ernesto Imparato chegou ao Palestra Itália, em 1919, também jogou pelo Savoia no nosso primeiro jogo. Quando veio pro Palestra, seu irmão Gaetano já era considerado um ídolo dos primeiros anos do clube. Mas com um futebol de craque chegou a ofuscar o brilho do irmao. Mesmo sendo o segundo a vir pra cá e o com o nome no diminutivo, Imparatinho era o mais velho dentre os quatro.
Fez sua estréia em 19 de janeiro de 1919, numa goleada de 5 x 1 contra o Ypiranga. Se despediu em 11 de maio de 1930, vitoria nossa por 2 x 1, contra a Portuguesa.
Jogou 137 vezes pelo Palestra Itália e marcou 102 gols. É o 16º maior artilheiro de nossa história.
Conquistou os mesmos títulos do irmão Gaetano, campeão Paulista em 1920, 1926. Paulista Extra (??) também em 1926 e Honorário do Brasil (??), outro título em 1926.
Forte e exímio cabeçeador, jogava como um meia-esquerda, junto de Heitor. Titular absoluto enquanto vestiu nosso manto. Foi artilheiro paulista em 2 ocasiões (1921 e 1922).
Mais brilhante e mais talentoso dentre os quatro irmãos que defenderam o Palestra Itália, Imparatinho - ou “Imparatino”, como era chamado pela Imprensa da época -, foi um craque. Atacante impiedoso, marcava gols com muita facilidade e foi um dos maiores responsáveis pelas conquistas de títulos importantes.

IMPARATO II
Antonio Imparato, nas pesquisas que fiz aqui sempre é citado os quatro irmaos Imparato, mas poucas vezes (ou quase nunca) é lembrado. Não há muita coisa sobre ele, aliás quase nada. Apenas escalações que ele aparece nos anos de 1924 e 1925.

IMPARATO III
Luis Imparato, o Gino, o caçula dentre os quatro. Só chegou no Palestra Itália em 1930, após passar pelo Savóia e pelo São Bento de Sorocaba. É o mais famoso dentre eles. Nasceu em 1º de maio de 1910, faleceu em 08 de março de 1976.
Fez sua estréia em 11 de maio de 1930 contra a Portuguesa, vitoria palestrino por 2 x 1. Se despediu em 19 de novembro de 1939, empate contra o São Paulo Railway, 1 x 1.
Nos nove anos que jogou pelo Palestra, fez 106 jogos e marcou 54 gols.
Foi campeão paulista em 1932, 1933, 1934, 1936, venceu também o Paulista Extra (???) em 1938, além do Rio-SP e do Honorário do Brasil (???) em 1933.
Mais famoso membro da família Imparato a defender o Verdão, Luiz Imparato - o caçula dentre os jogadores - ficou conhecido como “Trem Blindado”, tamanha era a força e a velocidade que impunha sobre seus marcadores. Era ponta-esquerda.
Na goleada histórica contra os gambás em 05 de novembro de 1933, 8 x 0, fez 5 (há controvérsias que teriam sido 4) gols. E disse após a partida: "Foi a maior alegria da minha vida". Recebeu um conto de mil réis pelo feito (era uma fortuna). Ainda é o jogador que marcou mais gols em um jogo contra eles.
Encerrou a carreira precocemente em 1939 com problemas no joelho. Tentou ser técnico a convite de Aymoré Moreira, no Londrina, mas a saudade da familia nao deixou e voltou pra São Paulo. Trabalhou pelas ruas de São Paulo como taxista. Viveu no bairro do Belém até 1976, quando faleceu.

"IMPARATO IV"
Apesar do sobrenome ser Cortez Cardoso. O nosso goleiro reserva Bruno é da família Imparato. A saga dos Imparatos continua."É da família. Ele marcou cinco gols contra o Corinthians num jogo, já vi gravações dele que meus primos levam em festas, já vi camisas que ele usou, é muito bom ter essa história. Ele até foi citado no filme Romeu e Julieta. É muito legal essa história".

A SAGA DOS IMPARATOS.