quarta-feira, 13 de maio de 2009

Muito obrigado Marcos, de coração!

Obrigado Marcos! Obrigado Santo! Obrigado pelas inúmeras alegrias que já deu a torcida palmeirense! Desde já, obrigado pelas que você ainda nos proporcionará! Obrigado pelos milagres de ontem! Pela classificação! Mas, um obrigado especial por me dar mais uma alegria e mais uma lembrança, naquele que para sempre será marcado como o dia mais triste da minha vida.
12 de maio de 1999, parece que foi ontem que você ajudou aqueles 11 guerreiros a eliminar o time que nunca terá o gosto de conquistar a América.
12 de maio de 2006, parece que foi ontem que meu pai, Osvaldo Gregório, o maior palmeirense que vi, se foi.
12 de maio de 2009, foi ontem que você me fez esquecer e lembrar ao mesmo tempo a morte de meu pai, me fez chorar a falta dele na minha comemoração, mas ainda conseguiu me fazer feliz nesse dia triste por alguns minutos. Me fez agradecer a ele por me mostrar a palestrinidade.
Descrever suas defesas é fácil, são milagres dignos do Santo que é. Descrever o que me fez sentir ontem, é impossível. Não vi ao vivo, pela primeira vez, seus milagres nos pênaltis. Se tivesse, nessa hora talvez já estivesse junto de meu velho pai torcendo por você e pelo nosso Palmeiras. Mas vi e ouvi a emoção de cada palestrino que via o jogo comigo. Foi mágico, foi divino e você proporcionou isso.
Muito obrigado Marcos! Santo! Deus! Milagreiro! Histórico! O homem que tem o dom, não de pegar pênaltis, não só o de fazer milagres, mas o dom de transformar a tristeza mais doída, na alegria mais recompensadora.
Muito obrigado Marcos, de coração!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dá vitória magra à vitória a qualquer custo

Vitória magra, com gosto de classificação, mas que faltou aquela pitada de humilhação que o pequeno Sport Clube do Recife merece e vem nos pedindo a tempo. E faltou pouco, muito pouco para que o deseja enrustido dos pernambucanos se tornasse realidade.
Típico jogo de Libertadores, pegado, tuncado, marcado, um time atacando e outro se defendendo. Bola que teima em não entrar, e quando entra é o alívio esperado.
Wendel ganhou a vaga na lateral-direita, já que até agora não temos um lateral de verdade. Marquinhos não pode entrar jogando, rende mais ou alguma coisa quando entra no decorrer dos jogos, assim como Lenny. Não sei, mas Ortigoza também não me inspira a confiança necessária para querer que ele comece jogando. Estréia segura de Mozart que tem tudo para fazer uma belíssima dupla com Monstro Pierre.
Mas Libertadores já foi, por enquanto. Agora é esperar chegar terça, dia 12, 20:15 e deixar a tal Cadela de Peruca, fora de casa (da Libertadores), na chuva, humilhada, sem comida (a vaga).
O Brasileirão vai começar. Já prevendo o futuro, será o mais disputado da famigerada Era dos Pontos Corridos. Excelentes time, bons elencos, estrelas do futebol, celebridades do TV Fama, artilheiros, bêbado, viados e puteiro. Vai ter de tudo.
Junto com o Internacional, Cruzeiro, Grêmio e os times do bêbado, dos viados e do puteiro, está o Palmeiras na briga pelo tão aguardado Penta, ou Nonacampeonato Brasileiro. E já tem que começar forte, mostrando a que veio.
Começar com vitória é imprescindível, ainda mais nesse início que dividimos a atenção com a Libertadores. Não é preciso ganhar bem, goleando e dando show, é preciso vencer, do jeito que der. Alguns dos candidatos ao título devem poupar titulares, nós mais do que todos. Não importa, tem que vencer, é no Palestra, é contra o razoável para bom Coritiba. Os três pontos tem que vir. Tem que começar bem essa bagaça.
Da vitória magra à vitória a qualquer custo.
Aí sim, depois de Sábado, rumo a Ilha da Fantasia. Rumo as quartas na terça.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Isso é Alma Palestrina! Isso é Libertadores!

Não vou falar do jogo. Não vou falar da opção tática equivocada do Luxemburgo. Não vou falar dos defeitos do time (Teve algum?). Nem vou falar dos possíveis, hipotéticos adversários nas OITAVAS-DE-FINAL DA LIBERTADORES 2009.
Peço que atenham-se ao que vou narrar abaixo (se não for muito, lógico): Vou falar de uma Alma Palestrina que já conhecia. Mas não tinha visto se aflorar, não do jeito que vi hoje.
Vou à Lanchonete do pai dessa Alma Palestrina á 3 (três) anos. Já havia visto a manifestação do palestrinidade ali, mas não como vi hoje. Foi mágica, assim como foi mágico o gol do nosso camisa 10.
Ali, passei por momentos inesquecíveis, bons e ruins. Ali, vejo palestrinos e palmeirenses. Ali, choramos e sorrimos. Ali, 29 de abril de 2009, foi mágico, foi inesquecível, foi especial.
Cleiton Xavier bateu no gol, GOL, CLASSIFICAÇÃO. Me virei e abracei um palestrino, corri e abracei o palmeirense pai dessa Alma Palestrina. Voltei e abracei amigos palmeirenses. Acabou-se os abraços.
Jogo vai muito e pouco vem. Jogo acaba. Classificados.
Jogo acaba e olho para essa Alma Palestrina. Rafael Porto chora copiosamente. Essa imagem emocionante, emocionou a todos na Lanchonete. Foi mágico! Foi o choro do Bi!
Aquele menino que 3 (três) anos atrás era um menino. Hoje,é um barbado. E chora, e não tem vergonha. Chora por amor! Chora por eles! Por nós! Pelos que foram e ele não viu! Pelos que saíram e ele sente falta. Chora por nossa história! Pela nossa tradição! Pela nossa camisa! Pelo nosso maior amor! Pela SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!
Palmeiras é isso! Libertadores é isso! É emoção! É mágica! É alegria! É acreditar! É tradição! É história! É superação! É chorar em uma epopéia! Tenho muito a escrever sobre a nossa maior epopéia nesse ano. Mas hoje, mesmo que nesse resumo, tinha que falar do que vi nesse 29 de abril de 2009.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Não basta serem homens, tem que ter alma!

Começou da pior maneira possível. Respiramos, fomos à pique, hoje estamos vivos, com sede, com fome,, ávidos pela vitória que vai nos dar a chance de apagar tudo aquilo que aconteceu nas duas primeiras rodadas (San Gennaro quer!). Esse time chileno, cujo único mérito no futebol foi o de nos presentear com a magia de Valdivia vai pagar, e caro pela vitória no Palestra. O preço? A vida no maior torneio da América.
Eita Libertadores sofrida, desde já, é a que mais me enervou. Eita grupo mais sacana esse que pegamos, sabíamos que não seria brincadeira. A experiência, a bagagem, a malícia de Libertadores que, teoricamente, tanto faltava à esse elenco hoje sobra. Pelo que passaram é possível acreditar que aprenderam a jogar o campeonato mais "catimbento" do Mundo.
Os mesmos homens que foram à Recife bater na Cadela da Ilha da Fantasia vão ao Chile. Mas só eles não bastarão para nos passar de fase, a alma que eles mostraram ter no dia 08 de abril também tem que estar presente nesse dia 29. Garra, gana, comprometimento, respeito, honra, orgulho, vontade de ser um vencedor com a camisa do Palmeiras, esse tem que ser o espírito desses homens com alma de guerreiros. Só basta deixar ela aflorar como vem acontecendo nessa Libertadores.
"Estreamos" na fase de grupos com esse espírito na Ilha da Fantasia, vamos nos agarrar na oitavas com o mesmo. Libertadores é isso! Com esses predicados a vaga e a confiança no Bi batem a nossa porta. O outro predicado necessário, o time tem de sobra, qualidade (salvo algumas exceções lógico, nenhum time é perfeito).
É o nosso jogo do semestre, é o da vida de muitos ali no Palmeiras, é o jogo da Libertadores.
Não basta serem homens, têm que ter alma. Alma de vencedores. Alma de guerreiros. Alma Palestrina!
É Libertadores! É guerra! É garra! É malandragem! É sonho! É magia! É alegria! É lembrança! É história! É Palmeiras!
Yes, We Can!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Complicamos o simples e estamos revertendo o complicado

Ninguém tinha a ilusão de que seria fácil, mas hoje todos temos a certeza de que poderia ser mais simples. Demoramos para estrear na Libertadores, quando isso aconteceu, o Palmeiras mostrou sua força, tradição. Derrotas para LDU e Colo-Colo que não estavam no roteiro, empate no Palestra contra o pequenino Sport não fazia parte do plano. Mas estamos aí, vivos, mais do que nunca, para beliscar essa vaga nas oitavas-de-final do maior torneio da América graças à uma vitória felipônica em Recife. O mesmo espírito que o time entrou naquele jogo, o mesmo comprometimento, a mesma luta deve ser elevada ao cubo no Chile na quarta que vem. Jogo esse, mais do que todos os outros, a salvação do semestre... do Luxemburgo... de alguns no elenco.
Nesse "Grupo da Morte", nessa Libertadores já mostramos poder de reação, deixamos claro que temos um time titular capaz de vencer fora de casa. Em cinco jogos passamos por todos os tipos de emoções e prognósticos, de time medíocre na derrota para o Colo-Colo a euforia na vitória na Ilha da Fantasia, de decepção no empate contra os pernambucanos no Palestra a confiança no jogo que define a vaga. Isso é Palmeiras, time e torcida. Isso é Libertadores!
É quarta-feira, 29 de abril, são seis dias de concentração, comprometimento, estudo, treinamento e recuperação, principalmente de Willians.
Agora não é hora de se preocupar com possíveis adversários em uma iminente oitava-de-final. É hora de todos, time e torcida, pensar no Colo-Colo, o jogo do semestre, o jogo da Libertadores, do título. Se passar desse grupo que, praticamente, escolhemos cair, ninguém segura.
Complicamos o simples e estamos revertendo o complicado. Isso é Palmeiras, não Acadêmico, mas Felipônico. Isso é Libertadores. E, Palmeiras e Libertadores combinam muito.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O nervosismo e o mau caratismo.

O Palmeiras, de Sábado, não foi Palmeiras. Foi pequeno, em tudo. Foi nervoso, em tudo. Foi falho, em tudo. Tremeu, de novo, no Palestra lotado. Um time campeão tem na sua casa o seu fator de desiquilibrio, o seu caldeirão. O Palmeiras tem tudo isso quando joga em casa, mas inexplicavelmente, isso joga contra, é nítido o nervosismo, a pressa, o desiquilibrio quando precisamos de uma vitória e os palmeirenses enchem as arquibancadas. É incompreensível, mas o caldeirão nos cozinha pouco a pouco e o desespero toma conta dos nossos jogadores. O que há enterrado ali?
Não vou falar do jogo em si, até porque não tem muito o que falar. A principal atração do jogo não foi os gols, a nossa zaga totalmente perdida, o nosso meio-campo com Evandro e Jumar, o nosso ataque (?). Roubaram a cena da semifinal, uma dupla de mau caráter e um destemperado que deixou o caldeirão cozinhá-lo.
Fizemos o merecidíssimo gol, não pelo que vinhamos jogando, mas por quem o fez. Logo depois, Diego Souza dá um soco em Germano, estava descontrolado, eu vi, você viu e o técnico covarde, mau caráter do Santos também. Chamou outro covarde e mau caráter, Domingos, com uma única missão, ser expulso juntamente com Diego Souza, conseguiu. Fez mais, sorriu, piscou para o técnico, complicou ainda mais a situação de Diego Souza, enfim, saiu feliz, com a missão cumprida. E Mancini também fez mais, teve a cara de pau de falar que não colocou Domingos para fazer aquilo que fez.
Mas, todas essas sujeiras do técnico e do jogador que não fazem jus a história do Santos não tira a responsabilidade de Diego Souza. Àquela altura, mesmo não jogando bem, o Palmeiras ainda estava vivo, porque o desespero discutir com Domingos, e o pior, por que voltar e, aí sim, realmente agredir o zagueirinho?
Diego vai ser suspenso, vai pegar uma pena pesada. Mas eu quero ver o que vai acontecer com Vagner Mancini e Domingos, os realmente culpados por toda essa confusão.
Não poderia terminar o post antes de falar duas coisas, o desespero de Diego Souza e do time em geral me faz crer que se não houver um trabalho psicológico até amanhã, o semestre já foi pro brejo. E resumidamente sobre Keirrison, perdi a paciência.
Sempre acreditei na Libertadores, mas hoje menos!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Palmeiras versus Santos, é tudo ou nada!

Para o nosso bem, meu e seu que está lendo, preferi não escrever após o empate de quarta-feira. Iria ofender todo o time, comissão técnica, diretoria, e sabemos que de cabeça quente as críticas geralmente são absurdas.
Dois dias depois, a indignação passou, mas a frustração continua. Um misto de medo, tristeza, indignação, frustação, decepção tomam conta do coração palestrino aqui. Mas, como não haveria de ser, a confiança e esperança tem seu grande espaço. Amanhã, contra o Santos, é, mais uma vez, a hora de mostrar que esse grupo tem brio, quer vencer e não se abala, porque se não se classificar amanhã, o grande espaço que cabe minha confiança e esperança vai ficar ainda maior. Desclassificação amanhã, pode ser também a da Libertadores, como a classificação pode ajudar muito em carimbar nosso passaporte para as oitavas do sulamericano.
Na quarta não faltou vontade, empenho, garra, gana, busca pela vitória, faltou paciência. Qual a principal característica desse time? O toque de bola, certo? Então, pombas, trabalha a maldita bola, faz o adversário correr e dá o bote na hora certo, com aquele desespero de fazer o jogo correr e cruzar todas na área o gol não sairia, o time pequeno do Sport estava todo fechado. Como virá o Santos amanhã, espero terem aprendido a dolorosa lição do meio de semana.
Outras duas coisas, se Diego Souza é anulado, resta ao Cleiton Xavier chamar a responsabilidade, ser mais efetivo, buscar o jogo. Com ele em dia inspirado e com a bola nos pés, é muito dificil ganhar do Palmeiras. E Keirrison, ah moleque, tudo bem que você faz gol, sabe jogar, é matador, mas vamos correr meu filho, mais vontade nessa bagaça, minha paciência já está indo pro ralo. Ainda não vou criticar nosso promissor centroavante, mas está faltando pouco, muito pouco.
Por fim, as perguntas que não querem calar:
Deus, San Gennaro, São Marcos, Palmeiras, por que tem coisas que só acontecem ao Palmeiras?
Por que com o Palestra lotado as coisas tendem a dar errado?
Por que gol no último minuto com a bola pedindo pra ser tirada?
Por que Edmilson?
Onde está o Keirrison que chegou em janeiro? Alguém, por favor, devolva ele.
Por que Danilo? Que raios foi aquela cabeça pra trás na pequena área do nosso ataque?
Por que aquela cabeçada do Diego Souza não entrou?
Por que Magrão inventa de pegar justo contra o Palmeiras?
Quem é Sport?
Por que só com o Palmeiras acontecesse certos abortos da natureza?
Por que Deus, San Gennaro, São Marcos e Palmeiras?
Finalizado meus questionamentos, voltemos à sábado. Se jogar como jogou no meio da semana vence, a não ser no caso de mais um aborto da natureza dentro do Palestra (bati na madeira três vezes e me benzi). Amanhã, é mais um jogo do semestre, talvez o mais importante, podemos decidir Paulista e vida na Libertadores em um jogo, e é amanhã.
Classificando amanhã, a moral volta, a consciência de que podem reverter situações desfavoráveis aflora. É amanhã, tem que ser amanhã.
A minha certeza de que venceríamos o Sport me fez acreditar que o melhor seria um time misto contra o Santos, confesso que estava errado.
Ganhou o time cresce e busca o título paulista e a vaga na Libertadores. Perdeu, o time se abate e babáu semestre.
É tudo ou nada contra o Santos! É Paulista e Libertadores, ou nada!