quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Palestrinos/Palmeirenses, respeitem a nossa história!

Uma coisa me incomodou esses dias, um desdém, um pouco caso, uma ingratidão, um desconhecimento, uma falta de respeito, um sentimento que não dignifica a Palestrinidade que carregamos no peito e na história. Vi palestrinos/palmeirenses não dando o valor devido a nossa história, a história do Campeão do Século XX, a mais gloriosa, grandiosa, batalhada história do futebol brasileiro.
Não sei a idade desses torcedores, não sei o que levaram a tais atitudes, mas o fato é que a fizeram. É inadmissível e triste ver atitudes de quem se intitulam torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras, antiga Società Sportiva Palestra Itália.
O Palmeiras não começou com Ademir da Guia, a nossa história não começa com Evair batendo aquele pênalti em 93, não ganhamos só a Libertadores de 99, nosso único grande goleiro não foi/é Marcos, existem jogadores de importância imensuravelmente maior na nossa história do que Valdivia e Kléber (não que esses não foram importantes).
Pare um pouquinho e pense jovem palestrino/palmeirense (me sinto, no auge dos meus 25 anos, um avô escrevendo isso), se o Palmeiras é sua vida, conheça mais sobre ela e a respeite. Leia, estude, conheça o Palestra Itália/Palmeiras.
Para o Palmeiras não existe a importância de um título, existe o título, o nome gravado em mais um troféu, a eternidade pela conquista, o feito histórico ou não, a fila chegada ao fim ou a hegemonia sendo readquirida, não importa. Para o palestrino/palmeirense deveria ser assim, infelizmente alguns não pensam como deveriam.
Vá saber quem foi Achiles, Ademir da Guia, Baldocchi, Begliomini, Bertolini, Bianco, Caetano, Canhoto, Canhotinho, César Maluco, Del Nero, Dema, Djalma Dias, Djalma Santos, Dudu, Echevarrieta, Edu, Eurico, Fabio, Fedato, Ferrari, Geraldo Scotto, Heitor, Humberto Tozzi, os Imparatos, Jair Rosa Pinto, Jorge Mendonça, Julinho Botelho, Juvenal, Lara, Leão, Leivinha, Lima, Liminha, Luis Pereira, Luizinho Mendonça, Mazzola, Ministro, Ministrinho, Nei, Oberdan, Og Moreira, Rinaldo, Rodrigues, Romeiro, Romeu Pelicciari, Ronaldo, Servilio, Tupãzinho, Valdemar Carabina, Valdir de Moraes, Vavá, Villadoniga, Waldemar Fiume, Zeca.... entre tantos outros. E o mais importante, os tratem como se fossem de sua família, afinal, somos uma Família.
Reverenciar a nossa história e daqueles que a fizeram é aplaudir de pé aqueles que não podemos ver um dia. Não reverenciar é dar um tapa na cara daqueles que nos fizeram o Campeão Século passado.
Os títulos e que nos deu merecem todo o nosso respeito.

Quem diria, empate com gosto de derrota

Empate com gosto de derrota. Um empate contra um 3º colocado, empolgado, com 60 mil apoiando, saindo atrás no placar, pecando excessivamente nas finalizações e jogando mais que o adversário. Não me lembro a última vez em que saímos com a essa sensação de um jogo. Ótimo sinal de que realmente o Gigante está de volta e vai até o fim na conquista do título.
Um dos melhores jogos do ano, o melhor do Brasileiro. Um lá e cá insano e enfartante. Dois times sem medo de vencer, um impulsionado pela torcida, o outro pelo ímpeto de campeão.
O Palmeiras pecou demais, em demasia. Falhou duplamente no gol deles [sim, o Santo também falha]. Errou demais no ataque. Marcão foi Marcão. Wendell foi Wendell. Se não fossem esses fatores, a vitória viria, com certa tranquilidade e superioridade.
Mesmo com essas falhas individuais, o time foi superior, se impôs, parecia estar no Palestra tamanha a tranquilidade que jogou e fez seu jogo. Em certos momentos encurralou o Atlético que passou a jogar na base dos chutões para correria dos seus atacantes. Ganhamos o meio-campo, com um pouco mais de qualidade nas laterais ganharíamos o jogo.
Santo é Santo e ninguém pode falar o contrário. Se redimiu com a maestria dos maiores, mais um pênalti para a coleção interminável de Marcos. Mas, que raios foi aquele pênalti que o Wendell fez? Infantil demais.
Se Cleiton Xavier estivesse em uma noite mais "xavier" saíria do Mineirão como o herói da partida. Se fosse Diego Souza no lugar dele, saíriamos mais líder do que nunca de BH. Coisas do futebol, acontece. Mas não pode acontecer mais. Quando tiver a oportunidade tem que matar os jogos daqui pra frente.
Alguma coisa tem que ser feita para Ortigoza ficar. Daniel parece estar conquistando sua própria confiança e a de Muricy. Sousa vai ser craque, jogadorzaço. Depois do Dia do Fico, Pierre me parece ter caído um pouco de produção, só um pouquinho. Danilo e Maurício Ramos cada dia mais seguros, belíssima dupla de zaga.
Contra o Botafogo é vencer ou vencer, o Inter ainda tem dois jogos e pode chegar em nós. E se possível, que os pendurados tomem o terceiro cartão, fiquem de fora contra o Coritiba e estejam limpos para as próxima "duas decisões", Inter e bambis.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Atitudes pequenas só poderiam vir de lá

Começa a ficar ridícula a situação. Atitudes pequenas de quem não sabe perder. Parecem aquelas esposas apaixonadas pelo marido que espalhava aos quatro ventos o quanto ele era competente no que fazia, e que depois do divórcio sai falando mal de seu comportamento, tentando desestabilizar o novo relacionamento do mesmo.
A esposa, elas, as meninas coloridas do Jardim Leonor. O marido, Muricy Ramalho. O novo relacionamento eu não preciso falar né.
Se essa devassa se sente traída que vá a um terapauta. Se o corno Ricardo Gomes não satisfaz seus desejos que procure outro para tentar satisfaze-la. Mas nos deixe em paz, o ex pulou o muro, está em outra casa. Passado é passado, senhora meretriz.
Seria tudo isso orquestrado pela dona do prostíbulo, a Dona Juju? Seria, por conta própria, as criaturas se voltando contra aquele que o fizeram ser "alguém na vida"? E o corno que vê tudo isso e não faz nada, o que dizer?
O desespero e a dor de cotovelo tomou conta da Casa da Luz Vermelha, vizinha a nossa. Os dias de vacas gordas acabaram lá. Aqui o projeto de vida parece e é muito mais promissor.
Fiquem quietinhos aí bambizada, ninguém tá mexendo com vocês. Deixem a paz do outro lado do muro continuar reinando.
Atitudes pequenas de um time sem história. Ou seria, atitudes sujas de um time imundo?

Muricy "luxemburgou", mas está tudo bem

Eu quero ganhar todas, você quer vencer todas, no nosso sonho utópico o Palmeiras se mantêm com 100% de aproveitamento até o final do Campeonato e ser Campeão com "n" rodadas de antecedência sem dar chance alguma aos adversários. Mas acorda cara-pálida, estamos falando de futebol, nivelado, disputado.
Seria lindo, perfeito. Seria a coroação de uma administração, de um trabalho sério, mas já era para ter aprendido né amigo que isso acontece e quando acontece, é uma vez em cada 50, 60 anos.
"Tropeçamos" em casa quando podíamos, aliás, nem digo que foi um tropeço, empatar com o bom Grêmio não pode ser considerada uma grande baixa. Empatamos com um semifinalista de Libertadores que enfiou quatro no finalista da mesma no último domingo. Um time com Autuori no banco, Vitor no gol, uma ótima dupla de zaga, Souza e a Xuxa Argentina tem que ser respeitado.
O Palmeiras não respeitou, se impôs jogando em casa, foi pra dentro dos caras, sufocou, mereceu sorte maior no primeiro tempo desperdiçando inúmeras chances de gol. Um recado Obina: "Grato eternamente pelos três gols nos gambás, mas tá na hora de voltar a marcar né Negão". Foi punido com a dupla falha (mais uma) do senhor do apito e levou o empate. Um pecado.
No intervalo e no segundo tempo, Muricy "luxemburgou". Inventou o que não podia, na hora em que não devia. Willians em Ortigoza que vinha bem foi incompreensível, o baianinho entrou sem ritmo, sem rumo, sem nada, foi nulo. O time morreu. Obina sair para entrar Jefferson e o time ficar sem referência e sem lateral foi outra coisa inconcebível, eu não entendi, voce entendeu? Talvez tentanto concertar o erro das substituições, tirou Marcão, que era pra ter saído antes, e colocar Marquinhos recém recuperado de lesão numa fogueira, não foi o asco dos outros dois que entraram, mas também não foi a salvação lavoura.
Muricy tem crédito, ainda. Willians joga errado no Palmeiras, o cara se destacou como volante, porque aqui é atacante? Jefferson e Marquinhos precisam de ritmo, batem nos 20 anos, são jovens e a camisa pesa entrando no fogo.
O resultado não foi de todo ruim. Ficou aquele gosto de poder ter matado o jogo no primeiro tempo ou vencido caso voltasse o mesmo time no intervalo. Mas a "luxemburgada" não deve se repetir, Muricy aprende com os erros diferentemente de outros num passado recente.
Cleiton Xavier é craque, disparado o melhor jogador desse Brasileirão. Dá gosto de ver jogar, habilidade, categoria e visão de jogo espetaculares. Pierre irreconhecível. Marcos, Santo. Diego Souza pouco objetivo.
Caso a vitória acontecesse ontem, o empate em Minas era bom. Agora é ir pra BH e bater no Atlético para que não tenhamos um déficit maior nesses dois jogos.
Somos líderes, isolados. Mesmo não jogando domingo mantemos a liderança com qualquer resultado dos adversários. Não é hora e não há motivo para qualquer critica mais contundente.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Parabéns São Marcos! E obrigado por tudo!

36 anos atrás, em Oriente, interior pacato de São Paulo, nascia o mito, a lenda, o Santo que anos depois colocaria a cidade no mapa do Brasil, do Mundo.
E faz com que cada palestrino/palmeirense tenha a sensação de ter nascido ali naquela cidade, e crescido junto com ele nas suas andanças pelos rios, pastos e cachoeiras de sua juventude. É um filho, um irmão, um pai para cada um que ostenta o Palmeiras no coração.
Marcos Roberto Silveira Reis, um ícone do futebol, caráter irretocável, profissional do mais alto gabarito, homem no sentido mais amplo da palavra. Todos os adjetivos dados a Marcos aqui nesse espaço correria o risco de cair em redundância. Marcos se resume em uma única palavra, SANTO!
Quase a metade de sua vida dedicada à Sociedade Esportiva Palmeiras, 17 anos de clube, mais de 450 jogos, 11 títulos, inúmeros milagres, inesquecíveis alegrias, tristezas que o destino (e ele) fizeram ficar em segundo plano. Uma história gloriosa, um amor à camisa ímpar, uma trajetória vencedora. Um iluminado! Não por acaso tem a alcunha de Santo, nada mais justo.
Apareceu em 1992, magro, cabeludo, tímido. Se consagrou em 99, desconhecido, calvo, milagreiro. Se eterniza careca, ídolo, vencedor, querido.
Já ganhou o Brasil, já ganhou Estado, já teve a América e o Mundo aos seus pés. O maior prêmio ainda está por vir, o busto nas Alamedas de Palestra Itália. Honraria digna, justa e merecida para tentarmos retribuir tudo o que nos proporcionou. Mas o tempo pode esperar Marcos, paciência, sem pressa, vamos com calma. Nós esperamos mais uns quatro anos para ver tal homenagem.
Ganhou tanto que até o mais improvável dos títulos pode chamar de seu. É disparado o jogador mais querido do Brasil, rivais, inimigos e afins tem admiração inquestionável por ele. Com o jeito extrovertido, caipira, até inocente, ganhou o carisma de todo um país, seja jogadores, torcedores, dirigente, jornalistas. É um ícone.
O que Marcos, no auge dos seus 36 anos, ainda faz no Palmeiras ninguém conseguirá igualar. Pelo andar da carroagem, talvez seja o nosso último maior ídolo incontestável. É especial, um cara abençoado, um ser iluminado, um Santo embaixo dos três paus, um ícone do nosso esporte-rei. Marcos é Eterno!
36 anos e futebol para, no minímo, mais quatro. 17 anos e uma eternidade pela frente na Sociedade Esportiva Palmeiras.
PARABÉNS SÃO MARCOS! E OBRIGADO POR TUDO!

A janela abriu e o varal está estendido

"Oficialmente" está aberta a janela de transferências para a Europa e adjacências. "Oficialmente", porque é sábido que durante todos os meses do ano os gringos arrumam alguma brecha nela e buscam algum jogador aqui no Brasil.
Brasil? Não, o futebol brasileiro se tornou no varal do "primeiro Mundo". Seja na brecha deixada ou com a janela escancarada, só bastam a eles esticar o braço com alguns trocados e levar o que for melhor para si, deixando o dono da mercadoria com aquela sensação que mais uma vez foi enganado e que ainda não pode fazer nada para mudar tal constrangimento.
Nós torcedores também não. Não adianta reclamar, emburrar, espernear, gritar aos quatro ventos. Se não deixar o varal estendido a espera do comprador, não janta a noite e não almoça no dia seguinte. É a realidade miserável do futebol no Brasil.
As especulações irão pipocar, já pipocam (nenhuma alusão aquele que num passado recente ostentou a 9). Clubes aparecem do nada para levar o que tem de melhor no varal alviverde. O alarde em torno de qualquer possibilidade de negociação é elevado ao cubo para que o líder se abale. Como também é quase impossível que ninguém saia.
Qualquer previsão de um apocalipse no momento é dar murro em ponta de faca e dar a faca para outro torcedor socar. É dificil e quase impossível ter calma nesse Agosto que promete ser muito longo. Mas nosso nervosismo e imediatismo em que o desfecho de tais negociações se concretizem, pro bem ou pro mal, nada vai mudar o final da história.
Poxa vida gringaiada, não tem só Pierre e Diego Souza pendurados no varal. Tem Fabinho Capixaba, Jumar, Mozart também. Colabora aí "Donos do Mundo".

terça-feira, 28 de julho de 2009

Um obrigado! E um boa sorte!

Antes de desejar boa sorte a Muricy Ramalho, é preciso um agradecimento.
Muito obrigado Jorginho, uma pessoa de caráter irretocável, personalidade de um gigante, homem vencedor em todos os sentidos na vida. Nesses jogos que esteve a frente do Palmeiras não sentimos falta de ninguém, queriamos que você ficasse e se consagrasse no nosso comando, ainda não foi possível, mas um dia será. Esse obrigado que toda torcida palestrina/palmeirense quer te dar é pouco, pouco para um homem, um técnico que pegou um time na 8ª posição e levou a um gol da liderança, que massacrou nosso maior rival e perdeu o único jogo para o juiz. Muito obrigado Jorginho por nos fazer felizes nesses poucos jogos. Já que ficou, vai ter que assumir um dia.
No primeiro momento, vai ser, no minímo, estranho ver Muricy de agasalho verde à beira do gramado do Palestra Itália orientando o time da casa. Já foi estranho ver ele comemorando os gols de Obina, no domingo. Mas isso vai passar no decorrer do tempo.
O futebol nos proporciona emoções indescritiveis, era impossível imaginar apoio incondicional ao técnico que levou um inimigo a hegemonia dos últimos três. Mas apoiaremos por dois motivo, amor ao Palmeiras e devoção ao Palestra.
Muricy veio para dar títulos, está comprometido, já está ambientado. É um profissional exemplar, um vencedor, um desbravador em busca de novos desafios. Abraçou a causa palmeirense. Tem tudo para dar certo no Palmeiras.
A partir do momento em que sentou na sala de imprensa e deu a primeira coletiva como técnico do Palmeiras, nós aqui somos Muricy. E você aí, como disse, é Palmeiras.
Boa sorte Muricy! Vamos trabalhar juntos!