segunda-feira, 18 de maio de 2009

Futebol não é feito só de vitórias, cara pálida!

Pelas circunstâncias de um time misto dos gaúchos contra o titular do Palmeiras, pode-se supor que a derrota ontem foi ruim, péssima, uma tragédia que vamos sofrer e terá efeitos colaterais no final do campeonato. Mas não, não vejo por esse lado.
O Inter mostrou que além de um time, tem elenco, um dos ou o mais forte do país.
Perder para o Inter, seja titular, misto ou reserva, no Beira-Rio, e no momento atual, não é nenhum demérito. E perder do jeito que jogamos, menos ainda. Lógico que ficamos devendo em alguns momentos do jogo, alguns jogadores não renderam o de costume, outros renderam mais, porém ainda pouco, que renderam no passado recente. Luxemburgo inventou Marquinhos, Marquinhos inventou ser jogador profissional.
Mas enfim, temos um time competitivo, um dos favoritos ao Brasileiro. Estamos bem, fortes, confiantes e concentrados na Libertadores. Temos jogadores que podem definir quando em boa fase ou bom dia. Temos um técnico que quando quer faz a diferença.
Temos tudo isso. E temos mais, temos a torcida mais chata e insatisfeita do Mundo. Uma torcida que não merece o clube que torce, que não merece o esforço do cada jogador, que se acostumou apenas em criticar e faz isso com todo o prazer que possa existir. Uma torcida que, não duvido, torce pro time ir mal e poder ter o seu orgasmo com a corneta.
Quarta-feira o time era o favorito a trazer a América de volta ao Palestra Itália. Segunda-feira o time não presta nem para ganhar do misto time do Internacional.
Futebol não é feito só de vitórias, cara pálida! Não foi a primeira, nem será a última derrota no Brasileiro. O campeonato é longo, eles também vão perder pontos, outros já estão perdendo, nós vamos recuperar esses três que ficaram ontem em Porto Alegre e vamos perder outros também. O campeonato só acaba em Dezembro. Até lá, pontos se vão e pontos virão, com todos os 20 clubes.
Acorda torcida palestrina/palmeirense, o prazer de cornetar é brochante!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Muito obrigado Marcos, de coração!

Obrigado Marcos! Obrigado Santo! Obrigado pelas inúmeras alegrias que já deu a torcida palmeirense! Desde já, obrigado pelas que você ainda nos proporcionará! Obrigado pelos milagres de ontem! Pela classificação! Mas, um obrigado especial por me dar mais uma alegria e mais uma lembrança, naquele que para sempre será marcado como o dia mais triste da minha vida.
12 de maio de 1999, parece que foi ontem que você ajudou aqueles 11 guerreiros a eliminar o time que nunca terá o gosto de conquistar a América.
12 de maio de 2006, parece que foi ontem que meu pai, Osvaldo Gregório, o maior palmeirense que vi, se foi.
12 de maio de 2009, foi ontem que você me fez esquecer e lembrar ao mesmo tempo a morte de meu pai, me fez chorar a falta dele na minha comemoração, mas ainda conseguiu me fazer feliz nesse dia triste por alguns minutos. Me fez agradecer a ele por me mostrar a palestrinidade.
Descrever suas defesas é fácil, são milagres dignos do Santo que é. Descrever o que me fez sentir ontem, é impossível. Não vi ao vivo, pela primeira vez, seus milagres nos pênaltis. Se tivesse, nessa hora talvez já estivesse junto de meu velho pai torcendo por você e pelo nosso Palmeiras. Mas vi e ouvi a emoção de cada palestrino que via o jogo comigo. Foi mágico, foi divino e você proporcionou isso.
Muito obrigado Marcos! Santo! Deus! Milagreiro! Histórico! O homem que tem o dom, não de pegar pênaltis, não só o de fazer milagres, mas o dom de transformar a tristeza mais doída, na alegria mais recompensadora.
Muito obrigado Marcos, de coração!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dá vitória magra à vitória a qualquer custo

Vitória magra, com gosto de classificação, mas que faltou aquela pitada de humilhação que o pequeno Sport Clube do Recife merece e vem nos pedindo a tempo. E faltou pouco, muito pouco para que o deseja enrustido dos pernambucanos se tornasse realidade.
Típico jogo de Libertadores, pegado, tuncado, marcado, um time atacando e outro se defendendo. Bola que teima em não entrar, e quando entra é o alívio esperado.
Wendel ganhou a vaga na lateral-direita, já que até agora não temos um lateral de verdade. Marquinhos não pode entrar jogando, rende mais ou alguma coisa quando entra no decorrer dos jogos, assim como Lenny. Não sei, mas Ortigoza também não me inspira a confiança necessária para querer que ele comece jogando. Estréia segura de Mozart que tem tudo para fazer uma belíssima dupla com Monstro Pierre.
Mas Libertadores já foi, por enquanto. Agora é esperar chegar terça, dia 12, 20:15 e deixar a tal Cadela de Peruca, fora de casa (da Libertadores), na chuva, humilhada, sem comida (a vaga).
O Brasileirão vai começar. Já prevendo o futuro, será o mais disputado da famigerada Era dos Pontos Corridos. Excelentes time, bons elencos, estrelas do futebol, celebridades do TV Fama, artilheiros, bêbado, viados e puteiro. Vai ter de tudo.
Junto com o Internacional, Cruzeiro, Grêmio e os times do bêbado, dos viados e do puteiro, está o Palmeiras na briga pelo tão aguardado Penta, ou Nonacampeonato Brasileiro. E já tem que começar forte, mostrando a que veio.
Começar com vitória é imprescindível, ainda mais nesse início que dividimos a atenção com a Libertadores. Não é preciso ganhar bem, goleando e dando show, é preciso vencer, do jeito que der. Alguns dos candidatos ao título devem poupar titulares, nós mais do que todos. Não importa, tem que vencer, é no Palestra, é contra o razoável para bom Coritiba. Os três pontos tem que vir. Tem que começar bem essa bagaça.
Da vitória magra à vitória a qualquer custo.
Aí sim, depois de Sábado, rumo a Ilha da Fantasia. Rumo as quartas na terça.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Isso é Alma Palestrina! Isso é Libertadores!

Não vou falar do jogo. Não vou falar da opção tática equivocada do Luxemburgo. Não vou falar dos defeitos do time (Teve algum?). Nem vou falar dos possíveis, hipotéticos adversários nas OITAVAS-DE-FINAL DA LIBERTADORES 2009.
Peço que atenham-se ao que vou narrar abaixo (se não for muito, lógico): Vou falar de uma Alma Palestrina que já conhecia. Mas não tinha visto se aflorar, não do jeito que vi hoje.
Vou à Lanchonete do pai dessa Alma Palestrina á 3 (três) anos. Já havia visto a manifestação do palestrinidade ali, mas não como vi hoje. Foi mágica, assim como foi mágico o gol do nosso camisa 10.
Ali, passei por momentos inesquecíveis, bons e ruins. Ali, vejo palestrinos e palmeirenses. Ali, choramos e sorrimos. Ali, 29 de abril de 2009, foi mágico, foi inesquecível, foi especial.
Cleiton Xavier bateu no gol, GOL, CLASSIFICAÇÃO. Me virei e abracei um palestrino, corri e abracei o palmeirense pai dessa Alma Palestrina. Voltei e abracei amigos palmeirenses. Acabou-se os abraços.
Jogo vai muito e pouco vem. Jogo acaba. Classificados.
Jogo acaba e olho para essa Alma Palestrina. Rafael Porto chora copiosamente. Essa imagem emocionante, emocionou a todos na Lanchonete. Foi mágico! Foi o choro do Bi!
Aquele menino que 3 (três) anos atrás era um menino. Hoje,é um barbado. E chora, e não tem vergonha. Chora por amor! Chora por eles! Por nós! Pelos que foram e ele não viu! Pelos que saíram e ele sente falta. Chora por nossa história! Pela nossa tradição! Pela nossa camisa! Pelo nosso maior amor! Pela SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS!
Palmeiras é isso! Libertadores é isso! É emoção! É mágica! É alegria! É acreditar! É tradição! É história! É superação! É chorar em uma epopéia! Tenho muito a escrever sobre a nossa maior epopéia nesse ano. Mas hoje, mesmo que nesse resumo, tinha que falar do que vi nesse 29 de abril de 2009.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Não basta serem homens, tem que ter alma!

Começou da pior maneira possível. Respiramos, fomos à pique, hoje estamos vivos, com sede, com fome,, ávidos pela vitória que vai nos dar a chance de apagar tudo aquilo que aconteceu nas duas primeiras rodadas (San Gennaro quer!). Esse time chileno, cujo único mérito no futebol foi o de nos presentear com a magia de Valdivia vai pagar, e caro pela vitória no Palestra. O preço? A vida no maior torneio da América.
Eita Libertadores sofrida, desde já, é a que mais me enervou. Eita grupo mais sacana esse que pegamos, sabíamos que não seria brincadeira. A experiência, a bagagem, a malícia de Libertadores que, teoricamente, tanto faltava à esse elenco hoje sobra. Pelo que passaram é possível acreditar que aprenderam a jogar o campeonato mais "catimbento" do Mundo.
Os mesmos homens que foram à Recife bater na Cadela da Ilha da Fantasia vão ao Chile. Mas só eles não bastarão para nos passar de fase, a alma que eles mostraram ter no dia 08 de abril também tem que estar presente nesse dia 29. Garra, gana, comprometimento, respeito, honra, orgulho, vontade de ser um vencedor com a camisa do Palmeiras, esse tem que ser o espírito desses homens com alma de guerreiros. Só basta deixar ela aflorar como vem acontecendo nessa Libertadores.
"Estreamos" na fase de grupos com esse espírito na Ilha da Fantasia, vamos nos agarrar na oitavas com o mesmo. Libertadores é isso! Com esses predicados a vaga e a confiança no Bi batem a nossa porta. O outro predicado necessário, o time tem de sobra, qualidade (salvo algumas exceções lógico, nenhum time é perfeito).
É o nosso jogo do semestre, é o da vida de muitos ali no Palmeiras, é o jogo da Libertadores.
Não basta serem homens, têm que ter alma. Alma de vencedores. Alma de guerreiros. Alma Palestrina!
É Libertadores! É guerra! É garra! É malandragem! É sonho! É magia! É alegria! É lembrança! É história! É Palmeiras!
Yes, We Can!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Complicamos o simples e estamos revertendo o complicado

Ninguém tinha a ilusão de que seria fácil, mas hoje todos temos a certeza de que poderia ser mais simples. Demoramos para estrear na Libertadores, quando isso aconteceu, o Palmeiras mostrou sua força, tradição. Derrotas para LDU e Colo-Colo que não estavam no roteiro, empate no Palestra contra o pequenino Sport não fazia parte do plano. Mas estamos aí, vivos, mais do que nunca, para beliscar essa vaga nas oitavas-de-final do maior torneio da América graças à uma vitória felipônica em Recife. O mesmo espírito que o time entrou naquele jogo, o mesmo comprometimento, a mesma luta deve ser elevada ao cubo no Chile na quarta que vem. Jogo esse, mais do que todos os outros, a salvação do semestre... do Luxemburgo... de alguns no elenco.
Nesse "Grupo da Morte", nessa Libertadores já mostramos poder de reação, deixamos claro que temos um time titular capaz de vencer fora de casa. Em cinco jogos passamos por todos os tipos de emoções e prognósticos, de time medíocre na derrota para o Colo-Colo a euforia na vitória na Ilha da Fantasia, de decepção no empate contra os pernambucanos no Palestra a confiança no jogo que define a vaga. Isso é Palmeiras, time e torcida. Isso é Libertadores!
É quarta-feira, 29 de abril, são seis dias de concentração, comprometimento, estudo, treinamento e recuperação, principalmente de Willians.
Agora não é hora de se preocupar com possíveis adversários em uma iminente oitava-de-final. É hora de todos, time e torcida, pensar no Colo-Colo, o jogo do semestre, o jogo da Libertadores, do título. Se passar desse grupo que, praticamente, escolhemos cair, ninguém segura.
Complicamos o simples e estamos revertendo o complicado. Isso é Palmeiras, não Acadêmico, mas Felipônico. Isso é Libertadores. E, Palmeiras e Libertadores combinam muito.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O nervosismo e o mau caratismo.

O Palmeiras, de Sábado, não foi Palmeiras. Foi pequeno, em tudo. Foi nervoso, em tudo. Foi falho, em tudo. Tremeu, de novo, no Palestra lotado. Um time campeão tem na sua casa o seu fator de desiquilibrio, o seu caldeirão. O Palmeiras tem tudo isso quando joga em casa, mas inexplicavelmente, isso joga contra, é nítido o nervosismo, a pressa, o desiquilibrio quando precisamos de uma vitória e os palmeirenses enchem as arquibancadas. É incompreensível, mas o caldeirão nos cozinha pouco a pouco e o desespero toma conta dos nossos jogadores. O que há enterrado ali?
Não vou falar do jogo em si, até porque não tem muito o que falar. A principal atração do jogo não foi os gols, a nossa zaga totalmente perdida, o nosso meio-campo com Evandro e Jumar, o nosso ataque (?). Roubaram a cena da semifinal, uma dupla de mau caráter e um destemperado que deixou o caldeirão cozinhá-lo.
Fizemos o merecidíssimo gol, não pelo que vinhamos jogando, mas por quem o fez. Logo depois, Diego Souza dá um soco em Germano, estava descontrolado, eu vi, você viu e o técnico covarde, mau caráter do Santos também. Chamou outro covarde e mau caráter, Domingos, com uma única missão, ser expulso juntamente com Diego Souza, conseguiu. Fez mais, sorriu, piscou para o técnico, complicou ainda mais a situação de Diego Souza, enfim, saiu feliz, com a missão cumprida. E Mancini também fez mais, teve a cara de pau de falar que não colocou Domingos para fazer aquilo que fez.
Mas, todas essas sujeiras do técnico e do jogador que não fazem jus a história do Santos não tira a responsabilidade de Diego Souza. Àquela altura, mesmo não jogando bem, o Palmeiras ainda estava vivo, porque o desespero discutir com Domingos, e o pior, por que voltar e, aí sim, realmente agredir o zagueirinho?
Diego vai ser suspenso, vai pegar uma pena pesada. Mas eu quero ver o que vai acontecer com Vagner Mancini e Domingos, os realmente culpados por toda essa confusão.
Não poderia terminar o post antes de falar duas coisas, o desespero de Diego Souza e do time em geral me faz crer que se não houver um trabalho psicológico até amanhã, o semestre já foi pro brejo. E resumidamente sobre Keirrison, perdi a paciência.
Sempre acreditei na Libertadores, mas hoje menos!